Nesta quarta-feira, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que não há base para as alegações dos EUA de que Moscou supostamente apoia o Talibã no Afeganistão.
Mais cedo na quarta-feira, a agência de notícias Khaama citou o tenente-general Austin Scott Miller, o recém-nomeado comandante da missão EUA-OTAN no Afeganistão, dizendo que o Paquistão, Rússia e Irã apoiaram os combatentes do Talibã.
"Nós vemos […] a Rússia adotando uma postura de que o Talibã é uma força legítima contra o Daesh", afirmou Wells aos legisladores nesta quarta-feira. "E nós não compramos isso como uma justificativa para o envolvimento com o Talibã".
Segundo Wells, embora as políticas da Rússia não tenham sido úteis, Moscou e todos os vizinhos do Afeganistão deveriam apoiar um processo de paz.
"Países como Irã e Rússia têm um papel importante a desempenhar na futura estabilização do Afeganistão. Os vizinhos do Afeganistão terão que apoiar qualquer processo de paz", declarou.
O Talibã lançou seu primeiro grande ataque desde o recente cessar-fogo contra as forças do governo na quarta-feira. Pelo menos 30 soldados afegãos foram mortos durante uma ofensiva insurgente na província de Badghis.
O tenente-general do Exército britânico Richard J. Cripwell, vice-comandante da missão Resolute Support, disse aos repórteres que eles estavam desapontados com a decisão do Talibã de retornar à guerra.
O Talibã se recusou a estender o cessar-fogo que eles estabeleceram até 19 de junho para marcar o fim do Ramadã. Em 7 de junho, o presidente afegão, Ashraf Ghani, anunciou um cessar-fogo unilateral temporário para o período entre 11 e 19 de junho, mas instou o Talibã, em vão, a continuar com a cessação das hostilidades.