Governo espanhol decidiu declarar estado de alarme nesta sexta-feira (9) em Madri, enquanto o governo do país tem entrado em desacordo com as autoridades da região de Madri sobre medidas de combate à pandemia de COVID-19.
A medida, que valerá por 15 dias, período máximo outorgado ao governo pela Constituição, também contará com a forte presença de policiais em uma das cidades mais afetadas pelo novo coronavírus na Europa.
Desta forma, o estado de alarme permitirá ao governo retomar medidas restritivas, que haviam sido derrubadas na quinta-feira (8) pelo Tribunal Superior de Justiça de Madri.
Entre tais restrições figuram o limite máximo de seis pessoas em reuniões e o encerramento do funcionamento de bares às 23h00, conforme publicou o jornal El País.
Contudo, a declaração do estado de alarme não tem agradado todos.
"Eu me sinto mal, porque eu não sei como agir, o que fazer, se eu estou fazendo coisas corretas ou erradas, e eu me sinto totalmente desorientado pelos nossos políticos que não estão fazendo o seu trabalho", disse à agência Reuters o aposentado e morador da cidade Jesus Doria.
Ainda segundo o El País, a presidente da região de Madri, Isabel Ayuso, havia sido notificada pelo presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, sobre a decisão de declarar o estado de alarme.
O mesmo também pediu a Ayuso que esta apoiasse a medida, o que foi rejeitado por ela. Além disso, o ministro da Saúde do país, Salvador Illa, criticou a política de Ayuso.
"A presidente de Madri decidiu não fazer nada. Podemos cruzar os braços ou podemos frear o vírus. A obrigação deste governo e qualquer com alma é frear o vírus ainda que suponha sacrifícios", afirmou Illa.