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Ataque à Venezuela prova que EUA estão em ciclo de declínio de sua hegemonia, aponta analista
Ataque à Venezuela prova que EUA estão em ciclo de declínio de sua hegemonia, aponta analista
Sputnik Brasil
Os EUA estão passando por um processo de declínio de sua hegemonia e enfrentando uma crise em suas reservas de petróleo, o que explica seus verdadeiros... 08.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-08T04:25-0300
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Segundo Santamaría, Washington já declara abertamente que seus verdadeiros objetivos na Venezuela são o controle do petróleo venezuelano.Nesse contexto, o analista destacou que, em um cenário de crise das reservas petrolíferas, os norte-americanos buscam garantir o acesso imediato ao petróleo leve.O especialista considerou muito perigosas as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de controlar o petróleo venezuelano e de intervir nos rumos do país. O perigo, na sua avaliação, estenderia-se não só à Venezuela, mas a toda a América Latina e ao Caribe.Além disso, o cientista político observou que a situação representa uma ameaça real para toda a região e mesmo para o mundo, uma vez que os EUA não detêm mais a hegemonia unipolar das décadas anteriores, e outras potências não estão dispostas a se submeter à sua vontade.Santamaría observou que a Venezuela já mantinha acordos com a empresa petrolífera estadunidense Chevron.No entanto, afirmou, Trump deseja agora "apropriar-se abertamente" de uma das maiores reservas mundiais de petróleo para "continuar construindo sua hegemonia global" e enfrentar outras potências que o desafiam.O interlocutor da agência destacou o papel fundamental do petróleo na economia, nos transportes, nas tecnologias e nos armamentos. Após uma eventual intervenção armada, acrescentou, os EUA esperam obter "fácil acesso" não só ao petróleo venezuelano, mas também a outros recursos naturais do país.Nesse sentido, ele avaliou que a retórica sobre o combate ao tráfico de drogas e a existência de cartéis serve apenas como pretexto para encobrir uma agressão militar. O objetivo real, disse, seria redistribuir recursos em um contexto de enfraquecimento da hegemonia norte-americana.No dia 3 de janeiro, Trump anunciou um ataque maciço à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por uma unidade de elite da Delta Force. Trump também publicou uma foto que, segundo ele, mostra Maduro a bordo de um navio norte-americano. A mídia noticiou explosões em Caracas e a morte de pelo menos 40 pessoas.O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade à Venezuela, condenou a prisão de Maduro e de sua esposa, pediu a libertação imediata deles e alertou para o risco de uma perigosa escalada da situação.Após o ataque, Trump afirmou que Washington governará a Venezuela "até que seja possível realizar uma transição segura, adequada e razoável".
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Ataque à Venezuela prova que EUA estão em ciclo de declínio de sua hegemonia, aponta analista
04:25 08.01.2026 (atualizado: 04:26 08.01.2026) Os EUA estão passando por um processo de declínio de sua hegemonia e enfrentando uma crise em suas reservas de petróleo, o que explica seus verdadeiros interesses em relação à Venezuela, opinou à Sputnik Abel Enrique González Santamaría, analista político cubano.
Segundo Santamaría, Washington já declara abertamente que seus verdadeiros objetivos na Venezuela são o controle do
petróleo venezuelano.
"Estamos em um ciclo de declínio da hegemonia norte-americana, e uma das opções deles, sempre que isso acontece, é a guerra, para desviar a atenção da crise interna", ressaltou.
Nesse contexto, o analista destacou que, em um cenário de crise das reservas petrolíferas, os norte-americanos buscam garantir o acesso imediato ao petróleo leve.
O especialista considerou muito perigosas as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, sobre a intenção de controlar o petróleo venezuelano e de intervir nos rumos do país. O perigo, na sua avaliação, estenderia-se não só à Venezuela, mas a toda a América Latina e ao Caribe.
Além disso, o cientista político observou que a situação representa uma ameaça real para toda a região e mesmo para o mundo, uma vez que os EUA não detêm mais a hegemonia unipolar das décadas anteriores, e outras potências não estão dispostas a se submeter à sua vontade.
Santamaría observou que a Venezuela já mantinha acordos com a empresa petrolífera estadunidense Chevron.
No entanto, afirmou, Trump deseja agora "apropriar-se abertamente" de uma das maiores reservas mundiais de petróleo para "continuar construindo sua hegemonia global" e enfrentar outras potências que o desafiam.
O interlocutor da agência destacou o papel fundamental do petróleo na economia, nos transportes, nas tecnologias e nos armamentos. Após uma eventual intervenção armada, acrescentou, os EUA esperam obter "fácil acesso" não só ao petróleo venezuelano, mas também a outros recursos naturais do país.
Nesse sentido, ele avaliou que a retórica sobre o combate ao
tráfico de drogas e a existência de cartéis serve apenas como pretexto para encobrir uma agressão militar. O objetivo real, disse, seria redistribuir recursos em um contexto de enfraquecimento da hegemonia norte-americana.
No dia 3 de janeiro, Trump anunciou um ataque maciço à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por uma unidade de elite da Delta Force. Trump também publicou uma foto que, segundo ele, mostra Maduro a bordo de um navio norte-americano. A mídia noticiou explosões em Caracas e a morte de pelo menos 40 pessoas.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade à Venezuela, condenou a prisão de Maduro e de sua esposa, pediu a libertação imediata deles e alertou para o risco de uma perigosa escalada da situação.
Após o ataque, Trump afirmou que Washington governará a Venezuela "até que seja possível realizar uma transição segura, adequada e razoável".
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