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Protestos contra política migratória e intervenções externas da Casa Branca eclodem nos EUA

© AP Photo / Heather KhalifaMilhares de manifestantes tomam as ruas em protesto contra ações militares na Venezuela e a política migratória do governo do presidente Donald Trump. Nova York, 11 de janeiro de 2026
Milhares de manifestantes tomam as ruas em protesto contra ações militares na Venezuela e a política migratória do governo do presidente Donald Trump. Nova York, 11 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 11.01.2026
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Milhares de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos neste fim de semana para protestar contra políticas do governo Donald Trump, com atos registrados em cidades como Nova York e San Francisco.
As manifestações criticaram a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês), a política externa da Casa Branca e o que os organizadores chamaram de condução "autoritária" do governo.
Na costa Oeste, protestos ganharam força na região da baía de San Francisco. Centenas de pessoas se reuniram na para formar uma faixa humana com os dizeres "Foi um assassinato! Fora ICE!", em resposta à morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por agentes em Minneapolis no início da semana. O ato se estendeu a cidades vizinhas como Oakland, Berkeley e San Jose.
Em Nova York, imagens divulgadas nas redes sociais mostram milhares de manifestantes marchando com faixas como "No Kings, No War, No ICE" (sem reis, sem guerra, fora o ICE), em referência as deportações, intervenções internacionais dos EUA, incluindo a Venezuela, e ao estilo de liderança do presidente.

Atos ocorrem em meio às discussões sobre intervenção no Irã

As manifestações contra a política externa da Casa Branca também ocorrem em meio às discussões do governo Trump sobre uma eventual intervenção no Irã, que há dias convive com protestos em massa por conta das dificuldades econômicas do país. Mais cedo, o jornal Wall Street Journal revelou que o presidente deve se reunir com autoridades norte-americanas na próxima terça-feira (13) para discutir os próximos passos em relação ao país.

"A reunião planejada do presidente com altos representantes do governo será dedicada à discussão de medidas adicionais. Espera-se que participem do encontro o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, e o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine", afirma a publicação.

Segundo o jornal, as ações em análise contra o Irã podem incluir "o uso de ciberarmas secretas contra alvos militares e civis iranianos, a imposição de sanções adicionais a Teerã e ataques militares".
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A publicação acrescentou ainda que não se espera que o presidente norte-americano tome uma decisão final durante a reunião, já que as discussões ainda estão em estágio inicial.
Anteriormente, a emissora CNN informou, citando um funcionário da Casa Branca, que Trump não considera o envio de tropas ao Irã no âmbito de uma eventual intervenção dos EUA, enquanto o New York Times publicou que o presidente considera autorizar bombardeios contra Teerã.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro, em meio à desvalorização da moeda local, o rial iraniano. O principal foco das manifestações foram as fortes oscilações da taxa de câmbio e seus impactos nos preços do atacado e do varejo.
Em várias cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia e foram acompanhados por palavras de ordem contra o sistema político do país.
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