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Desemprego juvenil é 3 vezes maior que o desemprego adulto na América Latina, alerta ONU
Desemprego juvenil é 3 vezes maior que o desemprego adulto na América Latina, alerta ONU
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O desemprego juvenil na América Latina e no Caribe atingiu 11,9%, quase três vezes a taxa de desemprego adulto, em um contexto de alta informalidade e riscos... 18.01.2026, Sputnik Brasil
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O desemprego juvenil na região ficou em 11,9%, quase três vezes a taxa de desemprego adulto de 4,3%, de acordo com o Relatório Mundial do Emprego mais recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT), citado pelo jornal mexicano Milenio.O estudo indica que, entre 2024 e 2025, o emprego na região aumentou em 4,4 milhões de pessoas, elevando ligeiramente a taxa de emprego em relação à população de 59,1% para 59,3%. No entanto, mais da metade dos empregos está no setor informal, enquanto o emprego juvenil foi classificado como "em risco".Segundo o relatório, a situação é particularmente crítica em países de baixa renda, onde 27,9% dos jovens não estão estudando, trabalhando ou recebendo treinamento — uma condição que a OIT considera prejudicial ao desenvolvimento econômico e social da região.O documento também alerta que mesmo jovens com formação acadêmica em países de alta renda enfrentam insegurança no emprego devido ao avanço da automação e da inteligência artificial (IA), levando a organização internacional a pedir um acompanhamento rigoroso desses processos.A OIT enfatizou que persiste uma disparidade de gênero no mercado de trabalho jovem, visto que as mulheres têm 24% menos probabilidade de participar da população economicamente ativa.No caso brasileiro, segundo o IBGE, a taxa de desemprego entre jovens voltou a mostrar a fragilidade dessa faixa etária no mercado de trabalho em 2025. No primeiro trimestre, 17,8% dos jovens de 18 a 24 anos estavam desocupados, proporção muito superior à taxa geral do país. Embora o índice tenha recuado para 12% no segundo trimestre, voltou a subir levemente para 12,3% no terceiro, indicando que a recuperação é irregular e mais lenta para quem está começando a carreira.A disparidade etária permanece evidente: enquanto o desemprego nacional caiu para 5,6% no terceiro trimestre, os jovens seguem enfrentando taxas mais que o dobro da média. O IBGE também aponta que um em cada quatro jovens estava fora do mercado de trabalho no início de 2025, e que adolescentes de 14 a 17 anos enfrentaram 21,7% de desocupação no segundo trimestre, reforçando que a transição para o emprego formal continua sendo um dos maiores desafios estruturais do país.Globalmente, a ONU estima que cerca de 2,1 bilhões de pessoas trabalharão no setor informal este ano, enquanto o desemprego global deverá permanecer estável em torno de 4,9%, o equivalente a cerca de 186 milhões de desempregados, embora o progresso rumo ao trabalho decente continue estagnado.Diante desse cenário, o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, apelou para uma ação coordenada no fortalecimento das instituições trabalhistas e na expansão das oportunidades de emprego de qualidade para mulheres e jovens, alertando que, sem respostas coerentes, os déficits de trabalho decente persistirão e a coesão social ficará comprometida.
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Desemprego juvenil é 3 vezes maior que o desemprego adulto na América Latina, alerta ONU
O desemprego juvenil na América Latina e no Caribe atingiu 11,9%, quase três vezes a taxa de desemprego adulto, em um contexto de alta informalidade e riscos para os jovens trabalhadores, segundo um relatório da ONU.
O
desemprego juvenil na região ficou em 11,9%, quase três vezes a taxa de desemprego adulto de 4,3%, de acordo com o Relatório Mundial do Emprego mais recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
citado pelo jornal mexicano Milenio.
O estudo indica que, entre 2024 e 2025, o emprego na região aumentou em 4,4 milhões de pessoas,
elevando ligeiramente a taxa de emprego em relação à população de 59,1% para 59,3%. No entanto, mais da metade dos empregos está no setor informal, enquanto o emprego juvenil foi
classificado como "em risco".
Segundo o relatório, a situação é particularmente crítica em países de baixa renda,
onde 27,9% dos jovens não estão estudando, trabalhando ou recebendo treinamento — uma condição que a OIT considera prejudicial ao
desenvolvimento econômico e social da região.
O documento também alerta que mesmo jovens com formação acadêmica em
países de alta renda enfrentam insegurança no emprego devido ao
avanço da automação e da inteligência artificial (IA), levando a organização internacional a pedir um acompanhamento rigoroso desses processos.
A OIT enfatizou que persiste uma disparidade de gênero no mercado de trabalho jovem, visto que as mulheres têm 24% menos probabilidade de participar da população economicamente ativa.

17 de dezembro 2025, 01:19
No caso brasileiro,
segundo o IBGE, a taxa de desemprego entre jovens
voltou a mostrar a fragilidade dessa faixa etária no mercado de trabalho em 2025. No primeiro trimestre, 17,8% dos jovens de 18 a 24 anos estavam desocupados, proporção muito superior à taxa geral do país. Embora o índice tenha recuado para 12% no segundo trimestre, voltou a subir levemente para 12,3% no terceiro, indicando que a recuperação é irregular e mais lenta para quem está começando a carreira.
A disparidade etária permanece evidente: enquanto o
desemprego nacional caiu para 5,6% no terceiro trimestre, os
jovens seguem enfrentando taxas mais que o dobro da média. O IBGE também aponta que um em cada quatro jovens estava fora do mercado de trabalho no início de 2025, e que adolescentes de 14 a 17 anos enfrentaram 21,7% de desocupação no segundo trimestre, reforçando que a transição para o emprego formal continua sendo um dos
maiores desafios estruturais do país.
Globalmente, a ONU estima que cerca de
2,1 bilhões de pessoas trabalharão no setor informal este ano, enquanto o
desemprego global deverá permanecer estável em torno de 4,9%, o equivalente a cerca de 186 milhões de desempregados, embora o progresso rumo ao trabalho decente continue estagnado.
Diante desse cenário, o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, apelou para uma ação coordenada no fortalecimento das instituições trabalhistas e na expansão das oportunidades de emprego de qualidade para mulheres e jovens, alertando que, sem respostas coerentes, os déficits de trabalho decente persistirão e a coesão social ficará comprometida.
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