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Análise: regime de Zelensky não consegue nem se defender, muito menos defender a Groenlândia

© AP Photo / Markus SchreiberO líder ucraniano Vladimir Zelensky durante encontro em Davos, na Suíça, em janeiro de 2026
O líder ucraniano Vladimir Zelensky durante encontro em Davos, na Suíça, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 23.01.2026
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"As tentativas de Kiev de falar sobre a segurança da Groenlândia diante de suas próprias perdas territoriais só podem ser recebidas com ceticismo", disse o analista político e militar russo Ivan Konovalov à Sputnik, comentando as declarações de Zelensky em Davos de que a Ucrânia "resolveria o problema" na Groenlândia se fizesse parte da OTAN.
"Essa retórica é direcionada a círculos russófobos na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas mesmo lá ela está sendo cada vez mais ignorada", disse Konovalov.
"Para [o presidente Donald] Trump, que demonstrou interesse pessoal no status da Groenlândia, tais declarações de Zelensky são apenas mais um motivo de irritação", acrescentou.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Enviado Especial do Presidente dos Estados Unidos, Stephen Witkoff (segundo a partir da esquerda), durante uma reunião no Kremlin, na capital russa, Moscou, 2 de dezembro de 2025. - Sputnik Brasil, 1920, 23.01.2026
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Guerra energética

"Em relação aos ataques à infraestrutura energética, é importante lembrar que a Rússia não os realizou inicialmente", disse Konovalov, comentando a recente escalada da guerra energética.

Nos primeiros anos do conflito, "houve uma tentativa de manter um cessar-fogo energético, mas o regime de Kiev, que nunca cumpre sua palavra, provocou uma escalada. As medidas retaliatórias da Rússia se mostraram muito mais abrangentes" do que Vladimir Zelensky esperava, após atacar refinarias russas e outras infraestruturas.
"Kiev ainda não viu toda a extensão das capacidades da Rússia", enfatizou o analista.
Konovalov prevê que a situação crítica no setor energético da Ucrânia "inevitavelmente prejudicará a posição do governo" e que, combinada com os métodos brutais da mobilização forçada na Ucrânia, "está ficando claro que os interesses dos cidadãos comuns não têm importância para a atual liderança ucraniana".
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