https://noticiabrasil.net.br/20260126/campos-magneticos-caoticos-de-urano-e-netuno-podem-ser-explicados-por-agua-superionica-imagem-47387635.html
Campos magnéticos caóticos de Urano e Netuno podem ser explicados por água superiônica (IMAGEM)
Campos magnéticos caóticos de Urano e Netuno podem ser explicados por água superiônica (IMAGEM)
Sputnik Brasil
A água nos interiores de Netuno e Urano assume uma forma exótica, quente e negra, criada sob pressões e temperaturas extremas e agora observada em laboratório... 26.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-26T10:37-0300
2026-01-26T10:37-0300
2026-01-26T11:47-0300
ciência e sociedade
astronomia
astrofísica
ciência e tecnologia
urano
estudo
descoberta
sistema solar
água
exploração do espaço
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e6/04/14/22333269_0:0:1201:676_1920x0_80_0_0_46bb0d3ee1779e3a053d2cdf61a14e29.jpg
Nos interiores extremos de Netuno e Urano, a água é submetida a pressões e temperaturas tão intensas que assume uma fase exótica chamada água superiônica — um tipo de gelo quente e negro, impossível de existir naturalmente na Terra. Por décadas, cientistas suspeitaram que essa substância fosse a responsável pelos campos magnéticos irregulares observados pela Voyager 2 nesses planetas.A água superiônica combina características de sólido e líquido: os átomos de oxigênio formam uma rede cristalina, enquanto os de hidrogênio se movem livremente, conduzindo eletricidade. A teoria tradicional sugeria que essa rede tivesse estruturas cristalinas perfeitas, como as formas cúbicas de corpo centrado ou de faces centradas.Para testar essas hipóteses, pesquisadores do SLAC e da Sorbonne criaram água superiônica em laboratório, comprimindo água entre bigornas de diamante até 1,8 milhão de atmosferas e aquecendo-a a 2.500 Kelvin com lasers (aproximadamente 2.227 °C). A amostra só existe por trilionésimos de segundo, antes de colapsar, o que exigiu medições ultrarrápidas com raios X.Os resultados surpreenderam: em vez de uma rede cristalina uniforme, os dados mostraram estruturas borradas e misturadas, com camadas alternando entre padrões cúbicos e hexagonais compactos. Inicialmente considerados erro experimental, esses resultados foram confirmados em um segundo acelerador na Alemanha.Os experimentos também revelaram que, sob diferentes pressões, múltiplas redes cristalinas podem coexistir, contrariando a ideia de uma transição clara entre fases. Isso indica que a água superiônica é muito mais complexa do que se imaginava, o que ajuda a explicar os campos magnéticos caóticos dos gigantes de gelo.Embora os experimentos reproduzam essas condições por apenas femtossegundos, eles sugerem que o interior desses planetas pode ser igualmente dinâmico e instável. A estrutura real pode se estabilizar ao longo do tempo — ou permanecer caótica, como os dados laboratoriais indicam.Como gigantes de gelo são comuns entre os exoplanetas conhecidos, essa forma exótica de água pode ser, paradoxalmente, a mais abundante da galáxia e amplia nossa compreensão sobre a diversidade da água no Universo.
https://noticiabrasil.net.br/20260125/telescopio-hubble-revela-o-segredo-das-estrelas-que-desafiam-o-envelhecimento-foto-47359887.html
urano
sistema solar
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e6/04/14/22333269_81:0:1074:745_1920x0_80_0_0_45e448181ef2875a4de1778cbd61214f.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
astronomia, astrofísica, ciência e tecnologia, urano, estudo, descoberta, sistema solar, água, exploração do espaço
astronomia, astrofísica, ciência e tecnologia, urano, estudo, descoberta, sistema solar, água, exploração do espaço
Campos magnéticos caóticos de Urano e Netuno podem ser explicados por água superiônica (IMAGEM)
10:37 26.01.2026 (atualizado: 11:47 26.01.2026) A água nos interiores de Netuno e Urano assume uma forma exótica, quente e negra, criada sob pressões e temperaturas extremas e agora observada em laboratório. Sua estrutura caótica, revelada por experimentos ultrarrápidos, ajuda a explicar os campos magnéticos irregulares dos gigantes de gelo.
Nos interiores extremos de
Netuno e Urano, a água é submetida a pressões e temperaturas tão intensas que
assume uma fase exótica chamada água superiônica — um tipo de gelo quente e negro, impossível de existir naturalmente na Terra.
Por décadas, cientistas suspeitaram que essa substância fosse a responsável pelos campos magnéticos irregulares observados pela Voyager 2 nesses planetas.
A água superiônica combina características de sólido e líquido: os
átomos de oxigênio formam uma rede cristalina, enquanto os de hidrogênio se movem livremente,
conduzindo eletricidade. A teoria tradicional sugeria que essa rede tivesse estruturas cristalinas perfeitas, como as formas cúbicas de corpo centrado ou de faces centradas.
Para testar essas hipóteses,
pesquisadores do SLAC e da Sorbonne criaram água superiônica em laboratório,
comprimindo água entre bigornas de diamante até 1,8 milhão de atmosferas e aquecendo-a a 2.500 Kelvin com lasers (aproximadamente 2.227 °C). A amostra só existe por trilionésimos de segundo,
antes de colapsar, o que exigiu medições ultrarrápidas com raios X.
Os resultados surpreenderam: em vez de uma
rede cristalina uniforme, os dados mostraram estruturas borradas e misturadas, com camadas
alternando entre padrões cúbicos e hexagonais compactos. Inicialmente considerados erro experimental, esses resultados foram confirmados em um segundo acelerador na Alemanha.
Os experimentos também revelaram que, sob
diferentes pressões, múltiplas redes cristalinas podem coexistir,
contrariando a ideia de uma transição clara entre fases. Isso indica que a água superiônica é muito mais complexa do que se imaginava, o que ajuda a explicar os campos magnéticos caóticos dos gigantes de gelo.
Embora os experimentos reproduzam essas condições por apenas femtossegundos, eles sugerem que o
interior desses planetas pode ser igualmente dinâmico e instável. A estrutura real pode se estabilizar ao longo do tempo — ou permanecer caótica, como os dados laboratoriais indicam.
Como gigantes de gelo são comuns entre os exoplanetas conhecidos, essa forma exótica de água pode ser, paradoxalmente, a
mais abundante da galáxia e amplia nossa
compreensão sobre a diversidade da água no Universo.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).