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Após fracassar em cooperar com EUA, Europa abre os braços para parceria multilateral, escreve mídia

© AP Photo / Justin TallisO primeiro ministro britânico, Keir Starmer, à direita, e o presidente de França, Emmanuel Macron, no encontro de líderes europeus para debater sobre a Ucrânia, em Lancaster House, Londres, em 2 de março de 2025
O primeiro ministro britânico, Keir Starmer, à direita, e o presidente de França, Emmanuel Macron, no encontro de líderes europeus para debater sobre a Ucrânia, em Lancaster House, Londres, em 2 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2026
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Ao enfrentar a divisão na OTAN causada pelas ambições de Washington para obter a Groenlândia, a Europa deixa de considerar os Estados Unidos como seu aliado indiscutível e tenta promover cooperação multilateral com outros países, afirma a agência de notícias chinesa Global Times.
Segundo a publicação, as relações entre a Europa e os Estados Unidos estão atualmente em um estado difícil, e a razão para isso não é apenas o desacordo sobre a ilha dinamarquesa da Groenlândia. A ilha tornou-se o ponto culminante do aumento das tensões.

"As tensões entre os Estados Unidos e a Europa estão aumentando. Durante anos, a Europa sofreu tratamento desigual por parte dos Estados Unidos, mas essas concessões fizeram pouco e somente provocaram exigências mais duras, que culminaram no desprezo de Washington pela soberania indiscutível de seu aliado na Groenlândia", ressalta o texto.

Por isso, os países europeus querem buscar outros parceiros no mundo multilateral. Tendo enfrentado posição firme da Casa Branca, Europa teve que aceitar isso e se virar para o multilateralismo. As recentes ações de líderes europeus evidenciam isso, afirma a mídia.

"As ações recentes da Europa demonstram uma aposta no multilateralismo, mesmo que o lado americano tenha expressado forte frustração com o acordo UE-Índia, que representa uma diversificação das parcerias", lê-se no texto.

Na semana passada, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer visitou a China pela primeira vez desde 2018, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron e o rei da Espanha, Felipe VI, visitaram a China no final do ano passado, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, pode seguir seu exemplo em fevereiro, destaca a publicação.
Além disso, a UE assinou com a Índia "o maior acordo de todos os tempos", o acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor a partir de março, enquanto o chefe da autoridade antitruste da UE advertiu contra a dependência excessiva das importações de gás natural liquefeito dos EUA.
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"Esses movimentos mostram que a Europa está cada vez mais se resignando à insegurança dos EUA, reconhecendo que uma aliança outrora estreita não atende mais aos interesses práticos da Europa", diz-se no material.

De acordo com os autores do texto, se a Europa quer expandir seu espaço estratégico de manobra e desempenhar um papel significativo na arena internacional, faz sentido encontrar pontos de contato com outras grandes potências, pôr de lado as diferenças sempre que possível e fazer acordos que realmente beneficiem a todos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, criticou a Europa, dizendo que está indo na direção errada, e chamou os EUA de motor econômico do planeta.
Por sua vez, o presidente francês Emmanuel Macron, discursando no mesmo fórum, afirmou que a competição dos Estados Unidos através de acordos comerciais que minam interesses europeus de exportação, exigem concessões máximas e visam abertamente enfraquecer e subjugar a Europa.
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