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Brasil e Rússia assinam acordo em Brasília e miram pagamentos em moedas locais
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O primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, chegou nesta quinta-feira (5) ao Palácio Itamaraty, em Brasília, para participar da VIII Reunião da Comissão... 05.02.2026, Sputnik Brasil
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Mishustin foi recebido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira. A visita ocorre após encontros preparatórios e reúne uma comitiva russa formada por ministros e representantes do alto escalão de Moscou.Durante a reunião, Mishustin afirmou que o Brasil é o parceiro econômico mais importante da Rússia na América Latina, destacando que a cooperação bilateral "avança de forma constante, com novos projetos mutuamente benéficos em várias áreas".Segundo o premiê russo, o comércio entre os países é sustentado por exportações brasileiras de carne e café, enquanto a Rússia fornece cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil, uma relação que, segundo ele, "contribui para a segurança alimentar".Mishustin avaliou ainda que essa parceria pode se expandir diante das transformações da economia global, da digitalização e da transição energética.O primeiro-ministro russo também defendeu a ampliação do uso de moedas nacionais nas transações bilaterais. "O aumento dos pagamentos em moedas locais, a ampliação da cooperação bancária e o desenvolvimento de corredores de transporte e cadeias logísticas são prioridades da cooperação econômica entre os dois países."Em outro momento, Mishustin afirmou que a cooperação entre Rússia e Brasil pode ter impacto além da esfera econômica. Segundo ele, a atuação conjunta em fóruns internacionais e o avanço de novos projetos bilaterais podem reforçar a estabilidade global.Do lado brasileiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o comércio bilateral alcançou cerca de US$ 11 bilhões (R$ 57,9 bilhões) em 2025, valor que considerou expressivo, mas ainda abaixo do potencial das duas economias.Para Alckmin, o desafio é "crescer com mais equilíbrio e valor agregado", ampliando a cooperação em áreas como agronegócio, energia, ciência, tecnologia, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável.Potencial de cooperação 'não plenamente reconhecido'Também presente à reunião, o ministro para Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maksim Reshetnikov, afirmou antes a jornalistas que há um enorme potencial ainda não explorado na relação comercial entre os dois países. "O nosso interesse é muito grande, […] aqui nós temos exatamente o que oferecer, e provavelmente a principal tarefa agora é garantir o sucesso dos contatos de negócios."Segundo Reshetnikov, o potencial de cooperação ainda não foi plenamente reconhecido, considerando a dimensão das duas economias e o tamanho do mercado consumidor.A autoridade russa destacou que a CAN está estruturada em três seções e três "rounds" de discussão, que abrangem temas gerais, cooperação industrial e distribuição de produtos industriais tanto no Brasil quanto na Federação da Rússia.O ministro russo mencionou ainda oportunidades em agroindústria, produtos minerais, tecnologia agrícola, indústria automotiva, setor farmacêutico e tecnologia da informação, incluindo segurança digital e Internet.De acordo com ele, nos últimos anos houve um aumento na distribuição de produtos de óleo para o mercado brasileiro, enquanto a Rússia também ampliou a compra de produtos agrícolas, como café e carne.Reshetnikov afirmou que a diversificação da pauta comercial é uma das principais tarefas e que questões ligadas a logística, estabilização de fluxos comerciais e sistemas de pagamento estão sendo discutidas tanto no nível governamental quanto empresarial. "Nós também discutimos isso no nível do órgão e, portanto, no nível do negócio."
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Geraldo Alckmin destaca relevância e potencial do intercâmbio com a Rússia
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Cooperação entre Rússia e Brasil é essencial para a estabilidade global, diz Mishustin
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Brasil e Rússia assinam acordo em Brasília e miram pagamentos em moedas locais
14:14 05.02.2026 (atualizado: 16:05 05.02.2026) O primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, chegou nesta quinta-feira (5) ao Palácio Itamaraty, em Brasília, para participar da VIII Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação (CAN), retomada após cerca de dez anos, com o objetivo de ampliar o comércio bilateral e fortalecer mecanismos financeiros e logísticos.
Mishustin foi recebido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo
chanceler brasileiro, Mauro Vieira. A visita ocorre após encontros preparatórios e reúne uma comitiva russa formada por
ministros e representantes do alto escalão de Moscou.
Durante a reunião, Mishustin afirmou que o Brasil é o parceiro econômico mais importante da Rússia na América Latina, destacando que a cooperação bilateral "avança de forma constante, com novos projetos mutuamente benéficos em várias áreas".
Segundo o premiê russo, o comércio entre os países é sustentado por
exportações brasileiras de carne e café, enquanto a Rússia fornece
cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil, uma relação que, segundo ele, "contribui para a segurança alimentar".
Mishustin avaliou ainda que essa parceria pode se expandir diante das transformações da economia global, da digitalização e da transição energética.
O primeiro-ministro russo também defendeu a
ampliação do uso de moedas nacionais nas transações bilaterais. "O aumento dos pagamentos em moedas locais, a ampliação da cooperação bancária e o
desenvolvimento de corredores de transporte e cadeias logísticas são prioridades da cooperação econômica entre os dois países."
Em outro momento, Mishustin afirmou que a cooperação entre Rússia e Brasil pode ter impacto além da esfera econômica. Segundo ele, a atuação conjunta em fóruns internacionais e o avanço de novos projetos bilaterais podem reforçar a estabilidade global.
Do lado brasileiro, o
vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o comércio bilateral alcançou
cerca de US$ 11 bilhões (R$ 57,9 bilhões) em 2025, valor que considerou expressivo, mas ainda abaixo do potencial das duas economias.
Para Alckmin, o desafio é "crescer com mais equilíbrio e valor agregado", ampliando a cooperação em áreas como agronegócio, energia, ciência, tecnologia, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável.
Potencial de cooperação 'não plenamente reconhecido'
Também presente à reunião, o ministro para Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maksim Reshetnikov, afirmou antes a jornalistas que há um enorme potencial ainda não explorado na relação comercial entre os dois países. "O nosso interesse é muito grande, […] aqui nós temos exatamente o que oferecer, e provavelmente a principal tarefa agora é garantir o sucesso dos contatos de negócios."
Segundo Reshetnikov, o
potencial de cooperação ainda não foi plenamente reconhecido, considerando a dimensão das duas economias e o tamanho do mercado consumidor.
A autoridade russa destacou que a CAN está estruturada em três seções e três "rounds" de discussão, que abrangem temas gerais, cooperação industrial e distribuição de produtos industriais tanto no Brasil quanto na Federação da Rússia.
O ministro russo mencionou ainda oportunidades em agroindústria, produtos minerais, tecnologia agrícola, indústria automotiva, setor farmacêutico e tecnologia da informação, incluindo segurança digital e Internet.
De acordo com ele, nos últimos anos houve um aumento na distribuição de produtos de óleo para o mercado brasileiro, enquanto a Rússia também ampliou a compra de produtos agrícolas, como café e carne.
Reshetnikov afirmou que a diversificação da pauta comercial é uma das principais tarefas e que questões ligadas a logística, estabilização de fluxos comerciais e sistemas de pagamento estão sendo discutidas tanto no nível governamental quanto empresarial. "Nós também discutimos isso no nível do órgão e, portanto, no nível do negócio."
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