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Mídia: países sul-americanos estão realizando uma 'reavaliação pragmática' de sua relação com a China
Mídia: países sul-americanos estão realizando uma 'reavaliação pragmática' de sua relação com a China
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O Global Times analisou o sinal enviado pelo Brasil ao considerar, pela primeira vez, um "acordo comercial parcial" entre o Mercosul e o gigante asiático. 09.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-09T05:59-0300
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A publicação argumenta que o anúncio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — dias após a visita oficial do presidente uruguaio Yamandú Orsi a Pequim — é uma resposta direta ao "unilateralismo e protecionismo" dos Estados Unidos.O artigo detalha que o custo de permanecer alinhado exclusivamente com os EUA "tornou-se muito alto", enquanto o acesso ao mercado chinês agora parece ser a opção mais lógica para alcançar a estabilidade econômica regional.Além disso, argumenta-se que, historicamente, o Brasil atuou como "guardião" do Mercosul, bloqueando acordos com Pequim para proteger seu setor manufatureiro da concorrência asiática. No entanto, os eventos atuais mostram que as potências tradicionais não oferecem estratégias alternativas de crescimento, levando Brasília a realizar uma análise de custo-benefício na qual o isolamento comercial se mostra mais perigoso do que a concorrência com produtos chineses.A relação evoluiu de uma simples troca de matérias-primas para uma "simbiose de cadeias de suprimentos", observa o artigo, destacando investimentos industriais cruciais, como a aquisição de antigas fábricas da Ford na Bahia por empresas chinesas como a BYD e a Great Wall Motor. Isso transforma a China de fornecedora de produtos baratos em uma parceira abrangente que contribui com tecnologia e capital para a reindustrialização da América do Sul, apontam os autores.O acordo proposto busca facilitar o fluxo de produtos-chave como soja e minério de ferro, mas seu objetivo subjacente é institucionalizar a entrada de capital chinês. Ao harmonizar os procedimentos alfandegários e os padrões regulatórios, o Mercosul cria um ambiente de investimento mais seguro para projetos de infraestrutura e energia ligados à Iniciativa Cinturão e Rota da China, sugere a análise.O artigo conclui afirmando que essa decisão é um sintoma da autonomia estratégica do Sul Global e alerta que as táticas de pressão de Washington contra os governos da região estão surtindo efeito contrário, atuando como um catalisador que acelera a integração da América do Sul com a China.
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Mídia: países sul-americanos estão realizando uma 'reavaliação pragmática' de sua relação com a China
05:59 09.02.2026 (atualizado: 06:20 09.02.2026) O Global Times analisou o sinal enviado pelo Brasil ao considerar, pela primeira vez, um "acordo comercial parcial" entre o Mercosul e o gigante asiático.
A
publicação argumenta que o anúncio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — dias após a
visita oficial do presidente uruguaio Yamandú Orsi a Pequim — é uma resposta direta ao "
unilateralismo e protecionismo" dos Estados Unidos.
"Enquanto Washington se ocupa em aumentar tarifas e fortalecer barreiras protecionistas, os países do Hemisfério Ocidental estão recalculando suas estratégias de sobrevivência. O resultado? Uma reavaliação pragmática de seus laços com Pequim", afirma a publicação.
O artigo detalha que o custo de permanecer
alinhado exclusivamente com os EUA "tornou-se muito alto", enquanto o
acesso ao mercado chinês agora parece ser a opção mais lógica para alcançar a estabilidade econômica regional.
Além disso, argumenta-se que, historicamente, o Brasil atuou como "guardião" do Mercosul, bloqueando
acordos com Pequim para
proteger seu setor manufatureiro da concorrência asiática.
No entanto, os eventos atuais mostram que as potências tradicionais não oferecem estratégias alternativas de crescimento, levando Brasília a realizar uma análise de custo-benefício na qual o isolamento comercial se mostra mais perigoso do que a concorrência com produtos chineses.

20 de dezembro 2025, 01:33
A relação evoluiu de uma simples
troca de matérias-primas para uma "simbiose de cadeias de suprimentos", observa o artigo, destacando investimentos industriais cruciais, como a aquisição de antigas fábricas da Ford na Bahia por
empresas chinesas como a BYD e a Great Wall Motor.
Isso transforma a China de fornecedora de produtos baratos em uma parceira abrangente que contribui com tecnologia e capital para a reindustrialização da América do Sul, apontam os autores.
Um ponto técnico crucial é a escolha de um "acordo parcial" em vez de um Tratado de Livre Comércio. Essa tática permite ao Brasil contornar o veto do Paraguai (que mantém relações diplomáticas com Taiwan) e evita as sensibilidades dos industriais brasileiros quanto à redução imediata das tarifas. Ao focar em barreiras não tarifárias, como regulamentações sanitárias e cotas de importação, o acordo torna-se politicamente viável.
O acordo proposto busca facilitar o fluxo de produtos-chave como soja e minério de ferro, mas seu
objetivo subjacente é institucionalizar a entrada de capital chinês. Ao harmonizar os
procedimentos alfandegários e os padrões regulatórios, o Mercosul cria um ambiente de investimento mais seguro para projetos de infraestrutura e energia ligados à Iniciativa Cinturão e Rota da China, sugere a análise.
O artigo conclui afirmando que essa decisão é um sintoma da autonomia
estratégica do Sul Global e alerta que as
táticas de pressão de Washington contra os governos da região estão surtindo efeito contrário, atuando como um catalisador que acelera a integração da América do Sul com a China.
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