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Irã adota tom firme após declarações 'extremistas' dos EUA provocarem reação no mundo árabe
Irã adota tom firme após declarações 'extremistas' dos EUA provocarem reação no mundo árabe
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O governo do Irã reafirmou neste sábado (21) que manterá uma postura de resistência diante de pressões externas e anunciou a classificação das forças navais e... 21.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-21T19:32-0300
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Em Teerã, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que o Irã não cederá a pressões durante as negociações nucleares com os Estados Unidos. Segundo ele, o país continuará buscando seus objetivos sem abrir mão de sua posição. O presidente reconheceu os desafios enfrentados, mas defendeu unidade interna e pediu que a população deixe divergências de lado para fortalecer o país.As declarações vêm em um momento de reforço militar dos EUA no Oriente Médio e após duas rodadas de negociações indiretas entre Washington e Teerã, centradas no programa nuclear iraniano e na possível suspensão de sanções.Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que designou as marinhas e forças aéreas dos países da União Europeia como organizações terroristas. A medida foi apresentada como resposta à decisão europeia de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como grupo terrorista, atitude que Teerã considerou ilegal e contrária aos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.O cenário de tensão se agravou após o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmar que Israel teria um "direito bíblico" de controlar todo o Oriente Médio, ou ao menos grande parte da região. A declaração foi amplamente criticada por países árabes.A Liga Árabe classificou as falas como "altamente extremistas". O secretário-geral da organização, Ahmed Aboul-Gheit, afirmou que os comentários são incompatíveis com os princípios diplomáticos e apenas alimentam tensões religiosas e nacionais, justamente quando há esforços para consolidar um cessar-fogo na Faixa de Gaza e avançar em um processo político de paz.O Ministério das Relações Exteriores do Egito também reagiu, manifestando "espanto" e descrevendo as declarações como uma violação flagrante do direito internacional. Já o chanceler saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, advertiu que esse tipo de retórica pode trazer graves consequências, ameaçando a paz e a segurança internacionais ao aprofundar divisões na região.
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Irã adota tom firme após declarações 'extremistas' dos EUA provocarem reação no mundo árabe
O governo do Irã reafirmou neste sábado (21) que manterá uma postura de resistência diante de pressões externas e anunciou a classificação das forças navais e aéreas dos países da União Europeia como organizações terroristas. A decisão ocorre em meio a tensões diplomáticas e declarações de um enviado norte-americano provocarem críticas.
Em Teerã, o
presidente Masoud Pezeshkian declarou que o Irã não cederá a pressões durante as negociações nucleares com os Estados Unidos. Segundo ele, o país continuará buscando seus objetivos sem abrir mão de sua posição. O presidente reconheceu os desafios enfrentados, mas
defendeu unidade interna e pediu que a população deixe divergências de lado para fortalecer o país.
As declarações vêm em um momento de
reforço militar dos EUA no Oriente Médio e após duas rodadas de negociações indiretas entre Washington e Teerã,
centradas no programa nuclear iraniano e na possível suspensão de sanções.
Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que designou as marinhas e forças aéreas dos
países da União Europeia como organizações terroristas. A medida foi apresentada como resposta à decisão europeia de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como grupo terrorista, atitude que Teerã considerou ilegal e contrária aos
princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
O cenário de tensão se agravou após o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmar que Israel teria um "direito bíblico" de controlar todo o Oriente Médio, ou ao menos grande parte da região. A declaração foi amplamente criticada por países árabes.
A Liga Árabe classificou as falas como "altamente extremistas". O secretário-geral da organização, Ahmed Aboul-Gheit, afirmou que os comentários são incompatíveis com os princípios diplomáticos e apenas alimentam tensões religiosas e nacionais, justamente quando há esforços para consolidar um
cessar-fogo na Faixa de Gaza e avançar em um processo político de paz.
O Ministério das Relações Exteriores do Egito também reagiu, manifestando "espanto" e descrevendo as declarações como uma violação flagrante do direito internacional. Já o chanceler saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, advertiu que esse tipo de retórica pode trazer graves consequências, ameaçando a paz e a segurança internacionais ao aprofundar divisões na região.
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