Mídia: busca por novo míssil expõe pressão sobre indústria bélica dos EUA após guerra contra Irã
07:49 10.03.2026 (atualizado: 09:53 10.03.2026)

CC0 / Sargento técnico Kevin J. Gruenwald, Força Aérea dos EUA /
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A Força Aérea dos EUA busca novos fornecedores para um míssil equivalente ao SiAW, compatível com caças como o futuro F‑47 e o bombardeiro B‑21, em meio a preocupações sobre estoques de munições e à pressão da guerra contra o Irã sobre a base industrial de defesa.
De acordo com o Defense News, a Força Aérea dos EUA busca novos fornecedores capazes de produzir a Arma de Ataque de Penetração (SiAW, na sigla em inglês) ou sistemas equivalentes compatíveis com o futuro caça F‑47 e o bombardeiro furtivo B‑21.
O aviso, publicado pelo Centro de Gerenciamento do Ciclo de Vida da Força Aérea na Base de Eglin, não é uma licitação, mas uma pesquisa de mercado para identificar empresas com capacidade de entregar tecnologias semelhantes ou superiores às do míssil atual.
A SiAW é um míssil ar‑solo supersônico projetado para atingir rapidamente alvos móveis em ambientes contestados, como sistemas de defesa antiaérea, lançadores balísticos e bloqueadores de GPS. A Northrop Grumman lidera o desenvolvimento desde 2023, após vencer uma disputa que incluiu Lockheed Martin e L3Harris, e já realizou testes bem-sucedidos com o F‑16.
O novo aviso lista compatibilidade com F‑35, F‑16, B‑21 e, pela primeira vez em um documento público, o F‑47, caça de próxima geração da Boeing. O programa segue em fase de prototipagem rápida segundo o portal, com previsão de entrega do primeiro lote de produção em 2030 e desenvolvimento estendido até 2027.
As capacidades exigidas incluem maior alcance, buscador antirradiação avançado, navegação GPS/INS resistente a interferências, contramedidas eletrônicas robustas e capacidade de contra-ataque. A Força Aérea também busca produção anual de até 600 ogivas e vida útil de 15 anos.
A iniciativa ocorre em meio à Operação Epic Fury (Fúria Épica) contra o Irã, que reacendeu preocupações sobre estoques de munições e a capacidade da base industrial de defesa, segundo relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
O comunicado não esclarece por que a Força Aérea procura fornecedores alternativos nem se isso pode afetar o programa conduzido pela Northrop Grumman.




