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Tinta de sala azul em Pompeia custava quase o salário de um ano de um legionário romano, revela pesquisa

© Foto / Pixabay / 414313Ruinas de Pompeia, Itália
Ruinas de Pompeia, Itália - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2026
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Pesquisadores norte-americanos e italianos analisaram a tinta que os romanos usavam para decorar a chamada Sala Azul em Pompeia. Eles determinaram que os antigos habitantes pintaram as paredes com azul egípcio, uma tinta tão cara, que um legionário romano, para comprá-la, teria que gastar um salário equivalente a muitos meses de trabalho.
As tintas azuis, assim como as verdes, são bastante raras em monumentos antigos. Mesmo na época romana, por isso, poucas pessoas podiam usá-las para fins decorativos. Entre as antigas tintas azuis, o chamado azul egípcio é o mais antigo pigmento artificial conhecido, que começou a ser produzido no Egito pelo menos no terceiro milênio a.C., de onde sua tecnologia de produção se espalhou para outras regiões, avança La Brujula Verde.

Esta tinta valiosa também foi usada nas casas ricas de Pompeia, cidade romana que foi soterrada durante a erupção do Vesúvio em 79 d.C. Não muito tempo atrás, no IX distrito dessa antiga cidade, arqueólogos escavaram uma sala lindamente decorada, a chamada Sala Azul.

Cientistas norte-americanos e italianos liderados por Admir Masic, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, dedicaram um estudo à análise da chamada Sala Azul. A pesquisa foi publicada na revista npj Heritage Science.
Eles decidiram descobrir quais tintas os antigos habitantes da cidade usavam para decorar suas paredes.
Entre outras coisas, os cientistas descobriram que a principal tinta das paredes era o chamado azul egípcio, embora, claro, outros pigmentos fossem usados para outras cores. Pesquisadores mediram a espessura da camada azul em vários lugares e calcularam a área coberta por esse pigmento.
De acordo com estimativas de especialistas, a quantidade total de tinta necessária ficou entre 2,7 e 4,9 kg de azul egípcio, o que significa que o rico proprietário do edifício teve que gastar uma quantia significativa apenas com a tinta.

Dessa forma, segundo a pesquisa, tal quantidade de tinta custaria entre 93 e 168 denários. Foi especificado que o pão nos séculos I e II a.C. custava cerca de 0,0625 a 0,125 denários, ou seja, o valor da tinta equivale aproximadamente a 744 a 1.344 pães.

Na época da erupção vulcânica em Pompeia, um legionário romano recebia cerca de 187 denários por ano de serviço no Exército. Assim, só para comprar a tinta, sem levar em conta o trabalho, ele teria que gastar entre 50% e 90% do seu salário anual.
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