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Tarcísio faz acenos a 2026 e defende classificação do PCC como 'terrorista' pelos EUA

© Sputnik / Guilherme CorreiaGovernador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) em coletiva após inauguração de obras do metrô na capital paulista, em 11 de março de 2026
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) em coletiva após inauguração de obras do metrô na capital paulista, em 11 de março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 11.03.2026
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disparou críticas ao governo federal, defendeu a candidatura do delegado Guilherme Derrite ao Senado e elogiou uma eventual classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) como "terrorista" pelos EUA, nesta quarta-feira (11).
Durante a inauguração do novo Centro de Controle Operacional (CCOx) do metrô da capital paulista, ele comentou o potencial confronto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), nas eleições de 2026:

"A gente não escolhe o adversário. A gente vai mostrar o que nós fizemos e o que nós temos de projeto para a frente. Vou falar com o eleitor, eu não vou pensar em adversário. Eu acho que é isso que dá certo."

Ao ser questionado sobre a avaliação do Partido dos Trabalhadores (PT) de que Haddad seria "blindado de críticas", Tarcísio recusou a premissa:

"Ninguém é blindado de crítica de lugar nenhum […]. O que que eu posso fazer se ele aumentou o imposto a cada 30 dias? Não é culpa minha, é culpa dele."

Uma pesquisa Datafolha divulgada nos últimos dias mostrou candidatos do campo progressista à frente de nomes da direita — incluindo Gustavo Derrite, seu ex-secretário de Segurança Pública — na corrida ao Senado por São Paulo.
Tarcísio minimizou os números, dizendo que "as pessoas demoram um pouco mais para se conectar à eleição de Senado. Então, no final, numa primeira avaliação neste momento, aparece melhor quem tem mais eco".
O governador confirmou que defende a candidatura de Derrite, mas admitiu que o segundo nome da chapa ainda não está definido.
"Tem vários bons nomes na disputa […]. Quem for escolhido para compor a chapa junto com Derrite vai representar bem o estado de São Paulo, não tenho dúvida."
Perguntado sobre buscar um nome mais moderado, respondeu:

"Vou articular um nome viável, um nome bom e que represente bem o estado de São Paulo […]. Olha o que aconteceu com relação aos benefícios tributários para algumas regiões do Brasil, em detrimento de São Paulo, em detrimento da indústria paulista. Então, às vezes isso é falta de defesa", disse, pontuando que os próximos senadores devem trabalhar nessa questão.

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PCC e EUA

Tarcísio defendeu a equiparação do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa brasileira, a organização terrorista pelo governo americano — tema que deve entrar na agenda da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump:

"A partir do momento em que um governo como o dos Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista, e é de fato que eles são, fica mais fácil, fica aberto o caminho da cooperação para que a gente possa integrar a inteligência, para que a gente possa trazer recurso financeiro e para que a gente possa fazer um combate ainda mais efetivo."

'Deboche com a população'

Concessionária de energia elétrica que abastece São Paulo, a italiana Enel está vendo sua outorga em análise de caducidade, com decisão esperada para 24 de março. Tarcísio criticou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que havia acusado o prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), de "politicagem" no assunto.

"Queria que ele perguntasse ou falasse para as pessoas que ficam às vezes uma semana sem energia se a política ajuda", respondeu o governador.

Ele rebateu o argumento de que eventos climáticos extremos justificariam as falhas:

"Para quem diz que isso é anormal, basta ler as cartas do padre José de Anchieta, onde ele narra as árvores que são arrancadas pelas raízes, para ver que isso acontece há bastante tempo. Então a empresa não se preparou. A empresa diz: 'Ah, o problema é a arborização de São Paulo'. O que que eles querem? Que a gente transforme a cidade num campo de bonsai? Não, isso também não vai acontecer."

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