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Declaração do G7 sobre Oriente Médio busca apenas 'manter a aparência' de busca pela paz, diz mídia

© AP Photo / Vahid SalemiUma coluna de fumaça se eleva após um ataque militar conjunto entre Estados Unidos e Israel em Teerã, Irã, 3 de março de 2026
Uma coluna de fumaça se eleva após um ataque militar conjunto entre Estados Unidos e Israel em Teerã, Irã, 3 de março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 30.03.2026
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Um bloco incapaz de exigir o fim dos bombardeios e de identificar os responsáveis pela agressão contra Teerã "perdeu sua pretensão de autoridade moral", afirma a mídia asiática, acrescentando que o que resta do fórum é uma mesa de conferências e uma ilusão de relevância cada vez mais frágil.
Essa reflexão decorre do documento assinado dias antes pelos ministros das Relações Exteriores do G7 (grupo composto por EUA, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido), que pedia a cessação imediata dos ataques contra civis e infraestrutura civil e instava à restauração permanente da liberdade de navegação pelo estreito de Ormuz, sem mencionar os agressores ou o fato de que Teerã recorreu a essa estratégia para tentar deter os ataques dos EUA e Israel, que vêm ocorrendo em seu território há mais de um mês.
Segundo o Global Times, essa omissão não é acidental, mas uma manobra calculada para diluir a culpabilidade dos perpetradores e apresentar a ofensiva militar EUA-Israel — que já ceifou milhares de vidas civis, destruiu centenas de escolas e se espalhou para o sul do Líbano — como se fosse um "fenômeno natural" sem autores identificáveis.
A bandeira dos EUA (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 30.03.2026
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A mídia argumenta que essa "linguagem cúmplice" não é um sinal de cautela diplomática, mas uma ferramenta para evitar a responsabilização, permitindo que a violência continue sob um véu de ambiguidade retórica que ignora a realidade no terreno.

O artigo denuncia uma falha estrutural intransponível dentro do G7: a impossibilidade constitucional de sancionar ou criticar o instigador do conflito, visto que este ocupa a sede central do fórum.

Enquanto Washington exercer sua influência política, os outros membros — de uma França limitada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a um Japão com opções de segurança restritas — serão forçados a aceitar uma posição subordinada. Isso torna o G7 incapaz de agir de forma independente quando os interesses de seus membros principais estão em jogo, argumentam.
O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, participa de uma mesa-redonda do Fórum Ministerial Indo-Pacífico da UE no edifício do Conselho Europeu em Bruxelas, em novembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 30.03.2026
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O jornal enfatiza que o documento não mencionou ações concretas ou planos de reconstrução, demonstrando que o único objetivo real era manter uma aparência de unidade, ignorando o sofrimento dos civis sob os bombardeios. Nesse sentido, a análise conclui que o G7 entrou em um estado de erosão histórica e perda de autoridade moral.

"Aí reside a maior falsidade da declaração: ela não busca promover a paz, mas sim manter a aparência de promovê-la. O que a declaração realmente demonstra é o dilema histórico do G7. As divisões entre seus membros foram expostas nesta reunião com mais clareza do que em qualquer outro momento da história recente", afirma a publicação.

Ao ser incapaz de proferir as palavras "parem os bombardeios", o grupo abdicou de seu antigo papel como núcleo coordenador da ordem internacional, conclui a publicação. O que resta é uma mesa de conferências e uma "ilusão de relevância cada vez mais desgastada" que já não tem capacidade para definir normas globais ou conter conflitos armados.
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