O naufrágio aconteceu entre 20 e 50 d.C., e embora os restos da própria embarcação já tenham desaparecido há muito tempo, o local contém uma diversidade e quantidade excepcionais de artefatos - aproximadamente 600 deles – muitos foram encontrados intactos. Está é uma descoberta sem precedentes na Suíça, avança The History Blog.O Escritório de Arqueologia do Cantão de Neuchâtel primeiro avistou o naufrágio em um levantamento fotográfico por drone do lago em novembro de 2024. Algum tempo mais tarde eles recuperaram artefatos para análise, incluindo um pedaço de madeira que foi testado por radiocarbono, determinando que o incidente havia ocorrido entre 50 a.C. e 50 d.C.As escavações recomeçaram após um ano no início deste mês. O objetivo era documentar com precisão cada peça antes de recuperá-las.A maior parte da carga consiste em centenas de peças de cerâmica e ânforas. Em quantidades significativas foram achados pratos, taças, cálices e tigelas de terra sigillata produzidos na região do Planalto suíço.Outros objetos encontrados no naufrágio eram ferramentas da tripulação do navio, incluindo equipamentos de cozinha de metal como um caldeirão de bronze e um cadinho. Duas espadas completas, uma ainda dentro de sua bainha de madeira intacta, e uma espada parcial também foram encontradas no local do naufrágio, detalha o portal.Com uma carga tão grande, é possível que a embarcação estivesse trazendo suprimentos da Itália, Gália e de outros lugares na Helvetia para as legiões que guardavam o Reno e o Danúbio.
Os restos de uma embarcação romana cheia de carga foram descobertos no leito do lago Neuchâtel na Suíça.
O naufrágio aconteceu entre 20 e 50 d.C., e embora os restos da própria embarcação já tenham desaparecido há muito tempo, o local contém uma diversidade e quantidade excepcionais de artefatos - aproximadamente 600 deles – muitos foram encontrados intactos. Está é uma descoberta sem precedentes na Suíça, avança The History Blog.
O Escritório de Arqueologia do Cantão de Neuchâtel primeiro avistou o naufrágio em um levantamento fotográfico por drone do lago em novembro de 2024. Algum tempo mais tarde eles recuperaram artefatos para análise, incluindo um pedaço de madeira que foi testado por radiocarbono, determinando que o incidente havia ocorrido entre 50 a.C. e 50 d.C.
Em março de 2025, os pesquisadores voltaram para escavar o local, estabelecendo um perímetro da área de trabalho de cerca de 60 metros por 24 metros. Muitos artefatos significativos foram descobertos fora do perímetro, incluindo rodas de carros de madeira e metal que são as únicas encontradas na Suíça. A equipe recuperou cerca de 150 objetos desta primeira escavação.
Pratos de cerâmica da época romana encontrados no lago de Neuchâtel na Suíça.
As escavações recomeçaram após um ano no início deste mês. O objetivo era documentar com precisão cada peça antes de recuperá-las.
A maior parte da carga consiste em centenas de peças de cerâmica e ânforas. Em quantidades significativas foram achados pratos, taças, cálices e tigelas de terra sigillata produzidos na região do Planalto suíço.
Outros objetos encontrados no naufrágio eram ferramentas da tripulação do navio, incluindo equipamentos de cozinha de metal como um caldeirão de bronze e um cadinho. Duas espadas completas, uma ainda dentro de sua bainha de madeira intacta, e uma espada parcial também foram encontradas no local do naufrágio, detalha o portal.
Espada encontrada entre os objetos da época romana no lago de Neuchâtel na Suíça.
Essas descobertas são evidências de que o navio foi pelo menos escoltado por legionários, e dadas as datas, provavelmente era a Legio XIII Gemina, que estava estacionada no acampamento de Vindonissa (atual Windisch) em 16 d.C. A legião foi encarregada de impedir os avanços germânicos no Planalto suíço e nas passagens alpinas para a Itália.
Com uma carga tão grande, é possível que a embarcação estivesse trazendo suprimentos da Itália, Gália e de outros lugares na Helvetia para as legiões que guardavam o Reno e o Danúbio.
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