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Lula inaugura centro médico no SUS com tecnologia usada no hospital que atende presidente dos EUA
Lula inaugura centro médico no SUS com tecnologia usada no hospital que atende presidente dos EUA
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Tecnologia médica utilizada pelo hospital que atende o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio... 10.04.2026, Sputnik Brasil
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Trata-se de uma área de realidade aumentada que "monta cenários" para que profissionais de saúde possam visualizar em tempo real imagens do interior do paciente, com uso de inteligência artificial e tecnologia da informação.A mesma estrutura já é utilizada no Walter Reed National Military Medical Center, hospital na região de Washington responsável por atender o presidente norte-americano.Padilha afirmou que o equipamento, demonstrado durante o evento pelo responsável técnico do centro, "agora está garantido no SUS".O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que sua meta é provar que "o Estado pode ser melhor do que qualquer instituição privada" e criticou quem tenta "destruir toda e qualquer capacidade do Estado tratar bem as pessoas".Lula usou a própria experiência como paciente para ilustrar o ponto. O presidente disse conhecer "dos dois lados" o sistema de saúde — tanto como cidadão comum quanto como chefe de Estado — e afirmou querer garantir ao trabalhador de menor renda acesso às mesmas máquinas que ele próprio utiliza como presidente. "Não deve ser tratado de forma inferior a ninguém", disse.Para o presidente, cabe ao Estado assegurar essa igualdade: "Quem tem dinheiro paga quanto quiser, vai para outro lugar. Quem não tem, é o Estado que tem que tratar."Lula também pediu que o país abandone o que chamou de "complexo de vira-lata". "O Brasil precisa jogar fora o complexo de que nós somos pequenos, de que somos pobres, de que não temos nada", afirmou. Para ele, a diferença entre o Brasil e potências como Estados Unidos e China não é de capacidade, mas de disposição. "A gente tem que querer ter para a gente poder fazer."Sobre o centro inaugurado, o presidente elogiou a estrutura de simulação que permite a médicos praticar procedimentos em corações virtuais antes de operar pacientes reais. "Quando a pessoa chegar na pessoa viva para tratar, ele já terá tratado um coração virtual", disse, classificando a iniciativa como "uma coisa maravilhosa".Lula destacou ainda que os novos equipamentos de radioterapia estão sendo levados a todos os estados brasileiros, o que chamou de "respeito à dignidade do ser humano, independente da sua cor, da sua religião e do berço que nasceu". O presidente também exaltou o SUS e seus profissionais, lembrando que, durante a pandemia de COVID-19, médicos, enfermeiros e motoristas — nem sempre bem-remunerados — tiveram "uma presença tão extraordinária que viraram todo o motivo de orgulho da saúde desse país".O vice-presidente Geraldo Alckmin, também presente, disse que o centro despertou nele uma "vontade de voltar para os bancos acadêmicos" e afirmou que "uma vida salva, não tem valor que possa remunerá-la", destacando o InCor como referência nacional em pesquisa, inovação e formação médica.Padilha detalhou os investimentos — o governo federal aportou mais de R$ 40 milhões para a construção e equipagem do Cesin — e acrescentou que Lula ligou pessoalmente para garantir o repasse ainda na primeira semana após ele assumir o ministério. "O presidente Lula tem um compromisso enorme. Esse recurso vai ser pago."O ministro destacou que o InCor já formou quase mil cardiologistas e cerca de 300 pneumologistas por programas de residência, e que o novo centro ampliará essa capacidade para todo o Brasil e para outros países, citando uma parceria em curso para formar quase mil profissionais de saúde de Angola.Ele ainda anunciou um acordo de R$ 9 milhões para que o InCor acompanhe, por telessaúde, gestantes e crianças com cardiopatias congênitas em 76 maternidades pelo país.Padilha também apresentou um balanço do programa Agora Tem Especialistas: em 2024, foram realizadas 14,9 milhões de cirurgias eletivas pelo SUS, recorde histórico e 42% acima do registrado em 2022. O ministro anunciou a construção do que chamou de "primeiro hospital 100% inteligente de urgência e emergência do SUS" no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) — onde fica o InCor —, com mais de 700 leitos, além da instalação de 14 serviços inteligentes conectados em todas as regiões do país. A plataforma nacional de dados de saúde do governo já reúne mais de 4 bilhões de registros clínicos de pacientes do SUS.Realidade virtualA tecnologia de realidade aumentada presente no Cesin é a mesma utilizada no Walter Reed National Military Medical Center, hospital militar dos Estados Unidos localizado em Bethesda, Maryland, responsável por cuidar de presidentes americanos desde o século XX — incluindo Donald Trump, que se internou na unidade em 2020, após contrair COVID-19.O uso de realidade aumentada em contextos cirúrgicos e de simulação médica permite que profissionais visualizem, em tempo real, imagens tridimensionais do interior do paciente sobrepostas ao ambiente físico. Com essa tecnologia, é possível acessar digitalmente os órgãos do paciente, localizar e visualizar lesões e identificar órgãos adjacentes que podem ser afetados, além de verificar a melhor abordagem cirúrgica.Segundo o governo federal, o Cesin é o primeiro centro de simulação com esse nível tecnológico na América Latina.
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Tecnologia médica usada pelo presidente dos EUA vai ser incorporada ao SUS, diz ministro
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américas, alexandre padilha, donald trump, luiz inácio lula da silva, são paulo, brasil, estados unidos, sistema único de saúde (sus), saúde, ciência e tecnologia, tecnologia, medicina, eua, realidade aumentada
Lula inaugura centro médico no SUS com tecnologia usada no hospital que atende presidente dos EUA
16:15 10.04.2026 (atualizado: 19:44 10.04.2026) Tecnologia médica utilizada pelo hospital que atende o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin), do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo.
Trata-se de uma
área de realidade aumentada que "monta cenários" para que profissionais de saúde possam visualizar em tempo real imagens do interior do paciente, com
uso de inteligência artificial e tecnologia da informação.
A mesma estrutura já é utilizada no Walter Reed National Military Medical Center, hospital na região de Washington responsável por atender o presidente norte-americano.
Padilha afirmou que o equipamento, demonstrado durante o evento pelo responsável técnico do centro, "agora está garantido no SUS".
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que sua meta é provar que "o Estado pode ser melhor do que qualquer instituição privada" e criticou quem tenta "destruir toda e qualquer capacidade do Estado tratar bem as pessoas".
"Em vez de achar bom que o Estado esteja investindo para dar cidadania ao povo mais humilde, fizeram do SUS um inimigo."
Lula usou a própria experiência como paciente para ilustrar o ponto. O presidente disse conhecer "dos dois lados" o sistema de saúde — tanto como cidadão comum quanto como chefe de Estado — e afirmou querer garantir ao trabalhador de menor renda acesso às mesmas máquinas que ele próprio utiliza como presidente. "Não deve ser tratado de forma inferior a ninguém", disse.
Para o presidente,
cabe ao Estado assegurar essa igualdade: "Quem tem dinheiro paga quanto quiser, vai para outro lugar. Quem não tem,
é o Estado que tem que tratar."Lula também pediu que o país abandone o que chamou de "complexo de vira-lata". "O Brasil precisa jogar fora o complexo de que nós somos pequenos, de que somos pobres, de que não temos nada", afirmou. Para ele, a diferença entre o Brasil e
potências como Estados Unidos e China não é de capacidade, mas de disposição. "A gente tem que querer ter para a gente poder fazer."
Sobre o centro inaugurado, o presidente elogiou a estrutura de simulação que permite a médicos praticar procedimentos em corações virtuais antes de operar pacientes reais. "Quando a pessoa chegar na pessoa viva para tratar, ele já terá tratado um coração virtual", disse, classificando a iniciativa como "uma coisa maravilhosa".
Lula destacou ainda que os
novos equipamentos de radioterapia estão sendo levados a todos os estados brasileiros, o que chamou de "respeito à dignidade do ser humano, independente da sua cor, da sua religião e do berço que nasceu". O presidente também exaltou o SUS e seus profissionais, lembrando que, durante a pandemia de COVID-19, médicos, enfermeiros e motoristas — nem sempre bem-remunerados — tiveram "uma presença tão extraordinária que viraram todo o motivo de orgulho da saúde desse país".
O
vice-presidente Geraldo Alckmin, também presente, disse que o centro despertou nele uma "vontade de voltar para os bancos acadêmicos" e afirmou que "uma vida salva, não tem valor que possa remunerá-la", destacando o InCor como referência nacional em pesquisa, inovação e formação médica.
Padilha detalhou os investimentos — o governo federal aportou mais de R$ 40 milhões para a construção e equipagem do Cesin — e acrescentou que Lula ligou pessoalmente para garantir o repasse ainda na primeira semana após ele assumir o ministério. "O presidente Lula tem um compromisso enorme. Esse recurso vai ser pago."
O ministro destacou que o InCor já formou quase mil cardiologistas e cerca de 300 pneumologistas por programas de residência, e que o novo centro ampliará essa capacidade para todo o Brasil e para outros países, citando uma parceria em curso para formar quase mil profissionais de saúde de Angola.
Ele ainda anunciou um acordo de R$ 9 milhões para que o InCor acompanhe, por telessaúde, gestantes e crianças com cardiopatias congênitas em 76 maternidades pelo país.
Padilha também apresentou um balanço do programa Agora Tem Especialistas: em 2024, foram realizadas 14,9 milhões de cirurgias eletivas pelo SUS, recorde histórico e 42% acima do registrado em 2022. O ministro anunciou a construção do que chamou de "primeiro hospital 100% inteligente de urgência e emergência do SUS" no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) — onde fica o InCor —, com mais de 700 leitos, além da instalação de 14 serviços inteligentes conectados em todas as regiões do país. A plataforma nacional de dados de saúde do governo já reúne mais de 4 bilhões de registros clínicos de pacientes do SUS.
A tecnologia de realidade aumentada presente no Cesin é a mesma utilizada no Walter Reed National Military Medical Center, hospital militar dos Estados Unidos localizado em Bethesda, Maryland, responsável por cuidar de presidentes americanos desde o século XX — incluindo Donald Trump, que se internou na unidade em 2020, após contrair COVID-19.
O uso de realidade aumentada em contextos cirúrgicos e de simulação médica permite que profissionais visualizem, em tempo real, imagens tridimensionais do interior do paciente sobrepostas ao ambiente físico. Com essa tecnologia, é possível acessar digitalmente os órgãos do paciente, localizar e visualizar lesões e identificar órgãos adjacentes que podem ser afetados, além de verificar a melhor abordagem cirúrgica.
Segundo o governo federal, o Cesin é o primeiro centro de simulação com esse nível tecnológico na América Latina.
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