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Lula diz que é compromisso moral 'não permitir que fascistas voltem a governar' o Brasil (VÍDEOS)

© Foto / Ricardo Stuckert / Palácio do PlanaltoO presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista em fevereiro de 2026
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista em fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma eventual nova candidatura não depende de vontade pessoal, mas das circunstâncias políticas e do cenário eleitoral. Em entrevista à TV 247, em parceria com a Revista Fórum e o DCM, ele vinculou sua decisão ao que descreveu como a defesa da democracia e ao risco de retorno do extremismo ao poder.
Lula declarou que sua atuação está ligada a um compromisso histórico e moral. Segundo ele, "não se trata de querer um quarto mandato. As circunstâncias políticas e o momento eleitoral que você vive decidem", reforçando que sua trajetória e o legado de seus governos pesam na avaliação sobre 2026.

O presidente afirmou ainda que impedir retrocessos é parte de sua responsabilidade política. Em suas palavras, "é um compromisso moral, ético – e eu diria, até cristão – não permitir que os fascistas voltem a governar este país", associando sua eventual candidatura à proteção das instituições democráticas.

Ao revisitar a história recente, Lula destacou o custo da redemocratização. Ele afirmou que "democracia, para quem lutou para defendê-la, para derrubar o regime militar, custou muito caro a muita gente", citando avanços e rupturas desde a eleição de Tancredo Neves até o impeachment de Dilma Rousseff, que classificou como golpe.
O presidente mencionou diferentes ciclos políticos, de Collor a Fernando Henrique Cardoso, passando por seus próprios mandatos, para argumentar que a democracia brasileira ainda é frágil. Ele afirmou que, após sucessos e retrocessos, o país não pode permitir novo avanço de forças autoritárias.

Lula comenta prisão de Ramagem

Durante sua entrevista à mídias progressistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a prisão do ex-deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. A fala foi feita durante um comentário maior sobre colaboração em segurança e justiça com os Estados Unidos.
"O Ramagem acho que vai vir pra cá [...]. Ele foi um golpista que está condenado. Ele tem que voltar pro Brasil para cumprir sua pena."
Ramagem foi preso na segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês) em Orlando, na Flórida, sendo constatado o vencimento de seu passaporte.
No Brasil, deputados e senados aliados do ex-parlamentar protocolaram a concessão de asilo político junto à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Nas redes, eles diminuíram os efeitos da detenção, enfatizando a suposta leviandade da infração cometida e que o político possui um processo de visto em análise pelos Estados Unidos, o que preveniria sua deportação imediata.
Já a Polícia Federal, por meio de nota, afirmou que coordenou com as autoridades penais norte-americanas a prisão de um "brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal". Ramagem foi condenado à 16 anos de prisão em setembro do ano passado no processo de golpe de Estado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo publicado pela Folha de São Paulo, documentos apresentados ao tribunal de imigração pelo ICE apontam que a entrada de Ramagem nos Estados Unidos foi feita com visto de turismo. Desta forma, a permanência do ex-parlamentar era permitida somente até 10 de março.

Continuidade política

Lula também disse estar preparado para seguir atuando politicamente. "Me sinto fisicamente muito bem, politicamente muito bem. Estou com a saúde muito bem-preparada e motivado", afirmou, acrescentando que seu compromisso é com o país e com a população.

Na mesma entrevista, o presidente comentou a relação com o mercado financeiro — um recorrente ponto de atrito com sua visão sobre política econômica. Ele afirmou que "o mercado sempre vai querer outro candidato", argumentando que interesses econômicos tendem a divergir das políticas de inclusão social defendidas por seu governo.

Lula disse que sua atuação é guiada pelo cotidiano das famílias brasileiras. "Se tem uma coisa que eu aprendi na vida é saber o sentimento do povo brasileiro", afirmou, citando o aumento das despesas domésticas e criticando gastos com apostas online, que classificou como prejudiciais à população.
Ele também anunciou que o governo prepara novas medidas para enfrentar o endividamento, após o Desenrola, e defendeu ação firme contra irregularidades no setor de apostas. Segundo Lula, é necessário combater a lavagem de dinheiro em diferentes frentes para enfrentar o crime organizado.
Além disso, ao falar da política de Trump, Lula da Silva afirmou que o presidente norte-americano adota uma postura voltada a agradar o público interno ao reforçar a imagem dos Estados Unidos como uma potência superior, recorrendo a ameaças e à lógica do temor para projetar liderança.
Segundo Lula, esse tipo de retórica não reflete a força real do país, construída ao longo de décadas por sua economia, tecnologia e pela capacidade de trabalho da população.
Ao mesmo tempo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmando que o líder israelense atua apenas para se manter no poder.
Lula destacou ainda que suas críticas não são ao povo israelense, mas ao atual governo, que, segundo ele, age com complacência dos Estados Unidos e impede avanços em um processo de paz no Oriente Médio.
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