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Nos EUA, ministro da Fazenda nega conversas com Washington sobre classificar CV e PCC como terroristas

© Foto / Washington Costa / Ministério da FazendaO ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante coletiva de imprensa, em 6 de abril de 2026
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante coletiva de imprensa, em 6 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 17.04.2026
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta sexta-feira (17) ter conduzido reuniões com autoridades norte-americanas sobre a classificação do CV e do PCC como organizações terroristas. Segundo a mídia brasileira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi alertado por Washington sobre as intenções da Casa Branca.
A jornalistas brasileiros durante agenda em Washington, capital dos Estados Unidos, Durigan declarou que não conversou com representantes do governo de Donald Trump sobre a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas.

"Primeiro que não se tratam de organizações terroristas. São organizações perigosas, criminosas, que têm que ser enfrentadas com o rigor da lei. Então eu acho que se a gente tiver mais cooperação […], a gente consegue coibir essa entrada de armamento [dos EUA] no país. Já ajuda o nível de letalidade e violência que essas organizações têm no Brasil."

Conforme publicado pelo Metrópoles, Galípolo foi notificado pelos Estados Unidos sobre as intenções de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, embora o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, já tenha se mostrado contrário à ideia.
A imprensa brasileira também questionou Durigan sobre a investigação na Seção 301, aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que apura práticas desleais de comércio do Brasil. De acordo com o ministro, esse assunto é tratado pelo Itamaraty.
"A gente discutiu com os norte-americanos inteligência artificial, stablecoin, a necessidade de aumentar as cooperações internacionais de curto e longo prazo. Eles disseram como estão vendo o momento na guerra, mas a gente não entrou especificamente no tema da [Seção] 301."
Sobre o conflito no Irã, Durigan afirmou que foi a principal pauta debatida entre as autoridades econômicas de diferentes países, presentes em Washington para encontros do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o ministro, é importante mitigar os impactos da guerra, mas sem esquecer as agendas de longo prazo.

"A tendência lida aqui é que o mundo deve crescer menos e com uma pressão inflacionária maior, o que coloca os bancos centrais mundo afora em uma situação de rever um posicionamento que estava no sentido de diminuir a taxa de juros. Eventualmente, os bancos centrais vão ter que rever esse posicionamento."

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Programa contra endividamento está pronto

Durigan confirmou à imprensa que o novo programa contra o endividamento do governo federal está pronto para ser anunciado, aguardando apenas o aval de Lula para a apresentação.

"O que a gente vai fazer é mobilizar a garantia, de modo que os próprios bancos consigam dar um desconto e depois refinanciem a um juros mais barato uma dívida diminuída, então, com garantias do Tesouro no caso de inadimplemento."

De acordo com o ministro, a ideia desse novo projeto é diminuir a dívida das linhas caras, como juros de cartão de crédito.

"Vamos apresentar a parte [do projeto] da família, no primeiro momento, depois dos informais, depois das empresas. Mas tem estas três frentes que nós estamos trabalhando: famílias, trabalhadores informais e pequenas [empresas]."

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