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Mídia: guerra no Irã expõe fragilidade econômica dos EUA e eleva pressão interna

© AP Photo / Mark SchiefelbeinDonald Trump discursa durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington. EUA, 20 de janeiro de 2026
Donald Trump discursa durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington. EUA, 20 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 18.04.2026
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Trump busca uma saída diplomática após semanas de guerra com o Irã, pressionado pela disparada dos preços da energia, pela inflação e pelo desgaste político interno, enquanto Teerã usa o controle do estreito de Ormuz para expor a vulnerabilidade econômica dos EUA e influenciar as negociações.
Sete semanas de guerra expuseram um ponto sensível do governo dos Estados Unidos: a vulnerabilidade econômica. Embora os ataques conjuntos de Washington e Israel não tenham derrubado a liderança iraniana nem forçado Teerã a aceitar todas as exigências apresentadas, o conflito deixou claro para aliados e rivais que a pressão interna sobre a economia norte-americana limita o alcance das ações militares do presidente Donald Trump.

Mesmo com o anúncio da reabertura do estreito de Ormuz, a crise revelou os limites da disposição da Casa Branca em suportar custos domésticos, segundo a Reuters.

O aumento dos preços da gasolina, a inflação em alta e a queda nos índices de aprovação levaram Trump a buscar rapidamente uma saída diplomática, após semanas defendendo a ofensiva com base em supostas ameaças iminentes ligadas ao programa nuclear iraniano.
O Irã sofreu danos militares significativos, mas demonstrou capacidade de impor custos econômicos globais, desencadeando o que analistas descrevem como o pior choque energético da história.
Embora os EUA não dependam diretamente do petróleo que deixou de circular pelo estreito, o impacto sobre os preços da energia atingiu consumidores e elevou o risco de recessão, segundo alertas do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A pressão política também cresceu. Com as eleições de meio de mandato se aproximando, parlamentares republicanos temem o desgaste provocado por uma guerra impopular. De acordo com a apuração, Teerã percebeu essa fragilidade e usou o controle sobre a rota estratégica para forçar Washington a negociar.

A Casa Branca insiste que mantém o foco na agenda econômica, mesmo enquanto tenta fechar um acordo com o Irã. Mas a guinada abrupta de Trump, que passou de ataques aéreos à diplomacia em 8 de abril, refletiu a pressão dos mercados financeiros e de setores de sua própria base, especialmente agricultores afetados pela interrupção no fornecimento de fertilizantes e consumidores impactados pelo aumento das passagens aéreas.

A trégua de dez dias entre Israel e Líbano mediada pelos EUA trouxe alívio temporário aos mercados, com queda acentuada nos preços do petróleo. Trump declarou rapidamente o estreito seguro e afirmou que um acordo estava próximo, embora fontes iranianas tenham indicado que ainda havia divergências importantes.
Especialistas afirmaram à reportagem que, mesmo com um cessar-fogo duradouro, os danos econômicos levarão meses ou anos para serem revertidos. Um ponto central das negociações envolve o estoque iraniano de urânio altamente enriquecido, que autoridades norte-americanas afirmam ter sido enterrado por ataques anteriores.
Trump disse que o acordo prevê cooperação para recuperar o material e levá-lo aos EUA, algo que Teerã nega ter aceitado. Paralelamente, o apelo inicial do presidente para que iranianos derrubassem seu governo não teve qualquer efeito.
Dois dhows tradicionais navegam ao lado de um grande navio porta-contentores no estreito de Ormuz, 19 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 18.04.2026
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Desbloqueio do estreito de Ormuz não resolve problema energético global, diz mídia
A condução unilateral da guerra deixou aliados desconfortáveis. Países europeus e asiáticos foram surpreendidos pela decisão de Trump de iniciar o conflito sem consulta prévia, apesar dos riscos diretos que o fechamento do estreito representava para eles.

Erros de cálculo também marcaram a estratégia inicial. Assim como na disputa comercial com a China, autoridades afirmam que Trump subestimou a capacidade iraniana de retaliar economicamente, atacando infraestrutura energética no Golfo e bloqueando uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

O desgaste político interno cresce. Embora a maioria da base MAGA (em referência ao lema "Make America Great Again") permaneça fiel, vozes dissidentes se multiplicam, e analistas avaliam que Trump enfrenta dificuldades para recuperar apoio entre os independentes antes das eleições de meio de mandato. A percepção de que o país está pagando um preço elevado por uma guerra evitável pode ter consequências duradouras para o governo, concluiu a mídia.
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