Lula confronta Trump e rebate 'ciúmes' da União Europeia em acordo com Mercosul

© Leonardo Sobreira/Sputnik Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta quinta-feira (23) o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio às tensões envolvendo a guerra contra o Irã, e posicionou o Brasil como um agente de paz no cenário internacional.
"Enquanto o Trump quer fazer guerra, nós queremos ensinar o povo africano a fazer paz produzindo alimentos", disse Lula na inauguração da Feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF).
Durante o evento, o presidente também defendeu que o Brasil amplie sua atuação no continente africano como forma de compensar a herança da escravidão. "São 350 anos de escravidão, não podemos pagar em dinheiro", afirmou. "Podemos pagar isso transferindo conhecimento".
Lula sugeriu maior integração educacional e agrícola com países africanos. "Podemos pegar as universidades nossas para fazerem um convênio com cada país para formação agrícola nos países africanos", declarou. Ele também criticou países ricos envolvidos em conflitos: "Os países ricos que não sabem onde colocar dinheiro e agora fazem guerra poderiam ajudar a transformar o continente africano num outro celeiro do mundo".
Ao abordar relações comerciais, o presidente comentou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. "Esse recurso é apenas de gente ciumenta que não conhece a qualidade do Brasil. Não queremos destruir os produtos deles, queremos fazer uma política de complementaridade", disse, em referência a um processo judicial do Parlamento Europeu.
❗️🗣 Lula volta a criticar Trump por guerra e diz que o Brasil será um investidor da paz mundial
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🔊 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (@LulaOficial) voltou a criticar nesta quinta-feira (23) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por conta da guerra contra o Irã.… https://t.co/6NbJpLonuu pic.twitter.com/mNHxfKgBTm
No mesmo evento, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, anunciou planos de expansão internacional da empresa, após a abertura de um escritório em Gana. Segundo ela, a estatal pretende avançar para mercados da América Central e da Ásia.
Massruhá destacou que a empresa já mantém presença internacional com escritórios também na França e nos Estados Unidos, mas não detalhou os países com os quais negocia novas parcerias. Ela enfatizou ainda o papel estratégico da produção de alimentos no cenário global. "Segurança alimentar é questão de paz mundial", frisou.
🇧🇷🗣 Embrapa planeja expansão para América Central e Ásia após abrir escritório na África
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❗️ A presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, disse nesta quinta-feira (23) que a companhia planeja uma nova expansão internacional, mirando os… pic.twitter.com/Cn9RdVJ3xt
A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiavelli, também participou da abertura da feira e destacou a diversidade da produção rural brasileira. "Vemos aqui a produção da reforma agrária, da agricultura familiar, dos camponeses e camponesas, de pequenos e pequenas produtores, de marisqueiras, de povos e comunidades tradicionais, toda a diversidade do rural brasileiro, esse rural que chega de fato na nossa mesa", afirmou.
A Feira Brasil na Mesa marca os 53 anos da Embrapa. Durante o evento, a companhia apresentou seu balanço social, registrando um lucro social de R$ 124,76 bilhões em 2025. Segundo o documento, a empresa também foi responsável pela geração de ao menos 132 mil novos empregos no período.

