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Peru deveria integrar os BRICS, defende candidato à presidência Roberto Sánchez à Sputnik

© AP Photo / Guadalupe PardoRoberto Sánchez, candidato presidencial do partido Juntos pelo Peru, discursa durante uma coletiva de imprensa em Lima, Peru, 18 de abril de 2026
Roberto Sánchez, candidato presidencial do partido Juntos pelo Peru, discursa durante uma coletiva de imprensa em Lima, Peru, 18 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 23.04.2026
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O candidato presidencial peruano pelo partido de esquerda Juntos pelo Peru, Roberto Sánchez, afirmou em entrevista à Sputnik que é favorável à entrada do país no BRICS e ao fortalecimento das relações com a Rússia, caso vença o segundo turno das eleições, marcado para o próximo dia 7 de junho.
"Absolutamente [defenderia a entrada do Peru nos BRICS]. Acho importante ter presença nesse mercado de integração", disse.
Ao comentar sobre a Rússia, afirmou que "não vetamos nem fechamos o comércio nem as relações diplomáticas com nenhuma bandeira".
"Acredito que o Peru precisa de soberania e se abrir a todos os espaços de integração comercial. Vejo com muito bons olhos o eixo de cooperação do Sul Global e o BRICS. Penso que é um espaço muito interessante", concluiu.
Em meio a eleição presidencial com número recorde de candidatos, os dados da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) apontam que, com 94% das urnas apuradas, Sanchéz se consolida na segunda colocação do pleito e deve enfrentar a candidata Keiko Fujimori, que aparece na liderança. Porém, a vantagem para o terceiro colocado, Rafael López Aliga, é de apenas 20 mil votos até o momento.
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As eleições foram marcadas por atrasos na apuração — que já se estendem por quase uma semana — e por falhas logísticas que impediram a abertura de seções eleitorais no horário previsto, afetando milhares de eleitores e levando à prorrogação inédita da votação. A Junta Nacional Eleitoral classificou os problemas como técnicos, enquanto a missão de observação da União Europeia apontou "sérias deficiências", embora sem identificar evidências de fraude.
A incerteza sobre os resultados também persiste. A secretária-geral do órgão eleitoral, Yessica Clavijo, afirmou que a previsão é que os dados presidenciais sejam conhecidos apenas "por volta de meados de maio", o que é necessário para definir a realização do segundo turno. Segundo ela, o atraso se deve à revisão das atas contestadas conduzida pelos jurados eleitorais espalhados pelo país.
Clavijo ressaltou ainda, de forma indireta, que o trabalho segue em ritmo intenso para dar clareza sobre quais candidaturas poderão disputar o segundo turno, destacando o esforço contínuo das autoridades eleitorais na análise dos votos.
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