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Marinha incorpora a Fragata Tamandaré, a 1ª da classe totalmente construída no Brasil

© Sputnik / Melissa RochaA F200 durante a cerimônia de lançamento na Base Naval do Rio de Janeiro, na ilha do Mocanguê Grande, em Niterói (RJ). Brasil, 24 de abril de 2026
A F200 durante a cerimônia de lançamento na Base Naval do Rio de Janeiro, na ilha do Mocanguê Grande, em Niterói (RJ). Brasil, 24 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 24.04.2026
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Navio vai desempenhar papel importante na proteção da Amazônia Azul e no monitoramento da Amazônia Azul.
A Marinha do Brasil incorporou à força, nesta sexta-feira (24), a Fragata Tamandaré F200, o primeiro navio da classe totalmente construído com mão de obra local e transferência de tecnologia alemã.
A cerimônia de lançamento ocorreu na Base Naval do Rio de Janeiro, na ilha do Mocanguê Grande, em Niterói. O evento marca a incorporação do navio à força, transferindo-o para o setor operativo da Marinha do Brasil.
A F200 faz parte do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), iniciado em 2017 em parceria com a alemã Thyssenkrupp. Ele prevê a construção de quatro fragatas com incorporação à Marinha até 2029.
Durante a cerimônia, a Marinha do Brasil e a Thyssengrupp assinaram um memorando de entendimento para estudar a fabricação de um novo lote de quatro fragatas Tamandaré, elevando o total para oito.
O modelo é estratégico para a defesa nacional, ampliando a capacidade de monitoramento, dissuasão e resposta da força naval. Ela é dotada de tecnologia, que reduz sua detecção por radares, possui sensores avançados, sistemas de combate integrados e armamentos de alta precisão. A ideia é que a F200 desempenhe um papel importante na proteção da Amazônia Azul.

A Amazônia Azul possui cerca de 5,7 milhões de km² sob jurisdição brasileira, equivalente à região terrestre da Amazônia, rica em biodiversidade e recursos minerais. Ela abriga cerca de 85% do petróleo, 75% do gás natural e 45% do pescado produzido no país.

A cerimônia contou com a presença do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. Em coletiva, ele afirmou que o Brasil tem o privilégio de possuir uma vasta jurisdição marítima e é "absolutamente imprescindível" que se tenha a capacidade de monitoramento e de proteção dos recursos que essa área, conhecida como Amazônia Azul, abriga.

"São recursos voltados para energia, alimento, minerais, terras raras, e não podemos entender que isso não é um objeto de cobiça de terceiros, além de ser central para o desenvolvimento industrial", afirmou Olsen.

Segundo o almirante, está sendo averiguada a possibilidade de iniciar a exportação dessas fragatas, em especial, para os vizinhos sul-americanos.
Além das classe Tamandaré, a recomposição dos meios da Marinha ainda incluem os submarinos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), navios-patrulha de 500 toneladas, um navio polar e um navio-hospital, detalhou.
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