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Áudios revelam suposta trama entre Honduras, EUA e Israel para ingerência política na América Latina

© AP Photo / Elmer MartinezJuan Orlando Hernández, el expresidente hondureño
Juan Orlando Hernández, el expresidente hondureño - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2026
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O ex-presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández, está no centro de uma trama para desestabilizar governos legítimos na América Latina junto aos Estados Unidos e Israel, enquanto planejava retornar ao poder em Honduras.
Áudios vazados de aplicativos de mensagens, atribuídos ao ex-presidente de Honduras e publicados pelo portal Diario Red, mostram supostas negociações com apoio de setores ligados aos governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Os áudios expostos foram gravados entre janeiro e abril deste ano.
Segundo o material divulgado, Hernández teria articulado um plano para retornar à presidência hondurenha com apoio político e financeiro internacional. Ele cumpria 45 anos de prisão por narcotráfico, mas recebeu, no final do ano passado, um perdão presidencial de Trump, mesmo sob acusações de participar de um esquema que levou mais de 400 toneladas de cocaína para os Estados Unidos.
Um dos trechos considerados graves pela reportagem mostra um áudio que seria de Hernández orientando o uso de "todo tipo de violência" para garantir o controle da população hondurenha, alegando atender a um pedido de Trump. A determinação teria sido repassada ao presidente do Congresso Nacional, Tomás Zambrano.
Manifestantes exibem cartazes com os dizeres em espanhol: O império os sequestrou; nós os queremos de volta, durante um protesto exigindo a libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores da custódia dos EUA, em Caracas. Venezuela, 4 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 07.01.2026
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A reportagem aponta, ainda, que o atual presidente hondurenho, Nasry Asfura, teria sido eleito com apoio político de Trump e atuaria como uma figura de transição para viabilizar o retorno de Hernández ao poder. Os áudios mencionam supostos acordos envolvendo expansão das Zonas de Emprego e Desenvolvimento Econômico (ZEDEs), instalação de uma nova base militar e criação de legislação favorável a empresas estrangeiras de inteligência artificial.
Além disso, os vazamentos mostram o interesse em intervir em governos latino-americanos, especialmente na Colômbia e no México, governados por Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum, respectivamente.
Os áudios divulgados mostram conversas entre Hernández, Nasry Asfura e a vice-presidente María Antonieta Mejía sobre a criação de uma estrutura de comunicação sustentada por recursos públicos de Honduras e aportes do governo de Javier Milei, em valores em torno de US$ 350 mil (R$ 1,7 milhão). Segundo a reportagem, a iniciativa teria como finalidade promover desinformação contra os governos de Petro e Sheinbaum. Outros alvos de desinformação seriam os ex-presidentes de Honduras Manuel Zelaya e Xiomara Castro.
Em outro áudio atribuído a Hernandez em conversa com Asfura, ele solicita uma transferência em dinheiro no valor de US$ 150 mil (R$ 734 mil) e afirma que uma "unidade de jornalismo digital" será montada e administrada por algum membro do Partido Republicano ligado ao presidente dos Estados Unidos. Em outra parte da conversa, o atual presidente do país caribenho sugere que enviará mais US$ 150 mil.

"Daqui, dos Estados Unidos, um centro de informações, para não conseguirem nos rastrear lá em Honduras. Vai ser como um site de notícias da América Latina. Conversei por telefone com o presidente Javier Milei e foi um sucesso. Muito, muito, muito bom, e acho que neste momento podemos fazer grandes coisas por toda a América Latina. Há alguns processos contra o México, alguns processos contra a Colômbia e, o mais importante, contra Honduras, neste caso contra a família Zelaya", revela um dos trechos da conversa do ex-presidente hondurenho sobre o plano de montar um canal para atacar políticos latino-americanos.

Outro braço operacional para "manipular o senso comum", conforme o portal, seriam as igrejas evangélicas, entendidas como instrumentos de mobilização política contra Xiomara Castro. No país, fiéis já foram mobilizados a protestarem contra a ex-presidente, como em uma marcha em agosto do ano passado.
"Precisamos fazer algo ainda mais importante, que é conseguir o apoio de todas as igrejas. São as igrejas que garantirão que as pessoas esqueçam o passado e pensem que foi a esquerda a culpada", mostra mais um trecho atribuído a Hernandez, também ao parlamentar Tomás Zambrano.
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