Uso de armas nucleares na Europa torna-se parte do debate comum, relata chancelaria da Rússia

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
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A questão da proliferação e do uso de armas nucleares ganhou destaque crescente nas discussões europeias recentemente, afirmou Viktor Vasiliev, representante da Rússia na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), à Sputnik.
"A questão da proliferação, e ainda mais o uso de armas nucleares, tornou-se praticamente 'comum', especialmente no continente europeu", enfatizou o diplomata.
Nesse contexto, o diplomata recorda a disposição da Finlândia, dos Estados Bálticos e de outros países do Leste Europeu em abrigar armas nucleares e sistemas de lançamento em seus territórios.
"As consequências de Hiroshima e Nagasaki foram completamente esquecidas. É como se o movimento antinuclear e os apelos de cientistas e médicos do mundo todo aos países europeus nunca tivessem existido. Sem falar na violação direta do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares", acrescentou.
No final de junho, o Parlamento da Finlândia, país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aprovou emendas legislativas que revogam a proibição do transporte, produção, armazenamento e uso de armas nucleares em seu território.
Segundo a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, essa decisão das autoridades finlandesas representa uma ameaça real à segurança nacional da Rússia.
Anteriormente, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que seu país está entrando na era da "dissuasão nuclear avançada". De acordo com esses novos planos, a França — uma das potências nucleares da OTAN — pretende aumentar seu número de ogivas nucleares e permitir que outros países europeus participem de exercícios conjuntos de dissuasão.
Segundo Macron, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Grécia, Países Baixos, Polônia, Suécia e Reino Unido, este último também uma potência nuclear, adotarão a doutrina nuclear francesa.
De Moscou, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou que a atual conjuntura internacional acarreta riscos de um confronto direto com a OTAN, que poderia rapidamente escalar para uma troca de ataques nucleares.


