- Sputnik Brasil, 1920
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

Relações China-EUA entram em fase decisiva com nova rodada diplomática, diz mídia

© AP Photo / Andy WongBandeiras nacionais dos EUA e da China
Bandeiras nacionais dos EUA e da China - Sputnik Brasil, 1920, 22.09.2026
Nos siga no
A seis meses de encontros entre Xi Jinping e Donald Trump, China e EUA buscam consolidar uma relação de estabilidade estratégica capaz de reduzir tensões globais, ampliar cooperação prática e reforçar previsibilidade em um cenário internacional marcado por incertezas.
As visitas recíprocas entre os chefes de Estado da China e dos EUA, realizadas em um intervalo de apenas seis meses, simbolizam, de acordo com o recente editorial do Global Times, um marco diplomático e reforçam a ideia de que, quando ambos atuam com igualdade, respeito e benefício mútuo, é possível avançar na gestão de preocupações comuns, uma disposição inédita de cooperação estratégica em meio a um cenário internacional complexo.
A confirmação de que Xi Jinping visitará os EUA entre 23 e 25 de setembro, a convite de Donald Trump, despertou forte atenção global dada a relevância singular da relação sino-americana. Existe a possibilidade de que os dois países emitam uma mensagem clara de compromisso com a estabilidade estratégica e com a promoção conjunta da paz e do desenvolvimento internacionais, uma bandeira hasteada pela China em todas as oportunidades e em diferentes fóruns internacionais.
A visita de Trump à China, em maio, já havia estabelecido um diálogo profundo e construtivo entre os líderes, culminando na formulação de uma "relação construtiva de estabilidade estratégica". Esse novo enquadramento orienta os laços bilaterais para os próximos anos e a continuidade das visitas demonstra que essa trajetória tem sido mantida.
Telúrio refinado é exibido na refinaria Rio Tinto Kennecott, 11 de maio de 2022, em Magna, Utah, Estados Unidos - Sputnik Brasil, 1920, 21.09.2026
Panorama internacional
EUA e China não concordam em estender o pacto comercial sobre terras raras, diz mídia
Desde então, a diplomacia ao nível de chefes de Estado tem funcionado como âncora das relações bilaterais sob o consenso estratégico firmado em maio. O jornal asiático lembra que agendas em áreas como política, diplomacia, comércio, intercâmbio entre povos e combate ao narcotráfico avançaram em ambos os países, reforçando a tendência de cooperação.

Ambos também concordaram em apoiar mutuamente a realização da APEC 2026 e da Cúpula do G20, enviando ao mundo sinais de previsibilidade, que influenciam especialmente os mercados financeiro e de commodities.

Em um ano simbólico marcado pelo início do 15º Plano Quinquenal chinês e pelo 250º aniversário da independência dos EUA, a mídia destaca que cresce a percepção de que 2026 poderá consolidar avanços históricos na relação bilateral.
Como maiores economias e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e EUA influenciam diretamente a governança global. Sua produção conjunta representa mais de um terço da economia mundial, e seu comércio bilateral, cerca de um quinto do total global. A estabilidade entre ambos é condição essencial para progressos em temas como clima, finanças internacionais e regras para tecnologias emergentes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimenta seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante encontro no Japão, em junho de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 18.09.2026
Panorama internacional
China cria potencial para impedir que EUA interfiram em conflitos regionais, diz especialista
Entretanto, muito embora a competição entre grandes potências seja natural, o editorial argumenta que ela não deve dominar toda a relação sino-americana, especialmente em um contexto de pressões econômicas, conflitos regionais e transformações tecnológicas. Cada avanço na previsibilidade bilateral, portanto, reduz tensões globais, diminui riscos de erros de cálculo, gerando benefícios públicos internacionais.
Apesar disso, persistem ainda desafios significativos no que tange esta relação, como por exemplo, a capacidade dos EUA de transformar o consenso estratégico em ações concretas, especialmente na gestão da questão de Taiwan. A mídia lembra que, se mal conduzida, o tema pode gerar confrontos graves por desrespeitar o princípio de "Uma Só China".

"O mundo é suficientemente amplo para que China e EUA prosperem simultaneamente. Diante dos desafios globais, ambos podem demonstrar responsabilidade e ampliar resultados concretos em benefício próprio e internacional", conclui o editorial.

Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала