Na noite da sexta-feira (13), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma ação militar na Síria em resposta ao suposto ataque com armas químicas na cidade de Douma, no subúrbio de Damasco, no leste de Ghouta. Como resultado, Washington e seus aliados — a França e o Reino Unido — dispararam mísseis contra instalações na Síria que eles acreditam estarem relacionadas à produção de armas químicas.
"A Bélgica condena veementemente qualquer de armas químicas, o que é uma flagrante violação ao direito internacional. A Bélgica entende, portanto, a ação militar na Síria de nossos parceiros americanos, franceses e britânicos que visaram instalações de produção identificadas […]. Os Ministros das Relações Exteriores da União Europeia terão a oportunidade de realizar consultas sobre a situação na segunda-feira (14) durante o Conselho de Relações Exteriores da União Europeia", disse o comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores expressou seu pesar devido ao impasse que o conflito sírio gerou no Conselho de Segurança da ONU, o que foi causado pelo veto às resoluções que visavam combater a crise. Tanto Rússia quanto os EUA usaram seus respectivos poderes de veto para barrar os projetos um do outro.
Os estados ocidentais acusaram as forças do presidente sírio Bashar Assad por um suposto ataque com o uso de substâncias químicas em Douma. A liderança síria, por sua vez, negou qualquer envolvimento no ataque e convidou os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para investigar os relatórios. A OPAQ está pronta para começar sua investigação na Síria ainda neste sábado (14).
De acordo com as autoridades sírias, a coalizão ocidental disparou mais de 100 mísseis contra alvos sírios, mas parte dos mísseis foram interceptados pela defesa aérea síria.