Estas pequenas aeronaves, também conhecidas como caças de treinamento avançado (LIFT, sigla em inglês), dão oportunidade de preparar futuros pilotos de combate por um baixo custo.
Além disso, devido ao fato de que esses aviões possuem a capacidade de transportar e operar diferentes tipos de armamentos, sua utilização não se limita à formação de pilotos.
De acordo com o colunista do The National Interest, Sebastien Roblin, estes tipos de caças possuem capacidade de realizar tarefas básicas de combate pela metade ou por um terço do custo de um caça convencional. Os LIFT FA-50 foram empregados pelas forças governamentais contra grupos rebeldes nas Filipinas, em 2017, por exemplo. Além disso, ressalta que, no mesmo ano, a Força Aérea da Nigéria empregou com êxito seus Alpha Jet em combates contra os guerrilheiros jihadistas Boko Haram.
Uma das aeronaves de treinamento mais novas é o chinês L-15 Falcon, fabricado pela empresa Hongdu, na cidade de Nanchang. O avião de dois assentos, conta com sistemas modernos de controle, alta manobrabilidade e boas atitudes aerodinâmicas.
Ainda, segundo o autor, as características deste LIFT chinês permitem treinar os pilotos do país asiático na pilotagem de caças da família Su-27, famosos por sua supermanobrabilidade e em serviço do Exército Popular de Libertação chinês. A versão mais recente do caça treinador designada pelas siglas L-15B é capaz de realizar voos supersônicos e possui radar e sistemas para detectar ataques inimigos.
É destacado pelo autor que, apesar de possuir boas características, o LIFT chinês não se compara a caças como os F-16 americanos ou os Su-35 russos, porém, o L-15 possui uma carta debaixo da manga frente a estes caças de quarta geração e outros LIFT: o baixo custo de fabricação. O T-X, custará em torno de 30 e 40 milhões de dólares por unidade, ou seja, entre 116,5 e 155,4 milhões de reais.
Por enquanto, a Força Aérea da Zâmbia adquiriu seis L-15, enquanto que as Forças venezuelanas e uruguaias manifestaram interesse pela aquisição de duas dúzias e oito unidades, respectivamente. Ao mesmo tempo, a China já está operando com aproximadamente 130 e 150 unidades divididas em nove esquadrões.
Mesmo com o mercado de aviões de treinamento relativamente saturado na atualidade, os aviões L-15 podem ser "significantes" na hora de expandir a influência chinesa na África, Ásia e América Latina, conclui Roblin.