Em entrevista à Sputnik Brasil, o tenente Wagner Pinheiro dos Santos explica que o desmatamento e o uso de explosivos são comuns nas ações destes criminosos.
“Os garimpeiros ilegais, quando ficam sabendo da possibilidade de existência de ouro em alguma região, desmatam a área, fazendo enormes clareiras usando produtos químicos e explosivos para encontrar ouro. Além disso, podem ser usados diversos tipos de maquinários para esta atividade. Quando encontram algum material valioso vendem ilegalmente no mercado negro”, ressalta o oficial.
A ação, realizada em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), faz parte da Operação Ágata Jauru III, que tem por finalidade realizar missões táticas destinadas para coibir delitos transfronteiriços.
Questionado se há relatos da cooptação de indígenas para atividades como o garimpo ilegal, o Tenente Pinheiro afirmou que durante ações em algumas terras indígenas foi identificado que garimpeiros têm livre acesso para a prática criminosa.
“Durante os patrulhamentos na faixa de fronteira realizados pelo 2º Batalhão de Fronteira são relatados que em algumas terras Indígenas, garimpeiros têm livre acesso para a exploração na região” destaca.
Com um efetivo de cerca de 1.000 militares no 2º Batalhão de Fronteira, o oficial explica que a falta de pessoal nos órgãos de segurança se coloca como a principal dificuldade para o sucesso nas operações realizadas na região.
“Apesar do esforço dos Órgãos de Segurança Pública e Fiscalização para realizar as operações de forma integrada ao Exército, o pequeno efetivo de agentes desses órgãos em relação à grande extensão territorial da região, torna-se um fator que impacta diretamente no sucesso das ações de repressão”, sinaliza.