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Procuradores não entregaram celulares para perícia da PF, diz colunista

Deltan Dallagnol
Nenhum dos procuradores citados em mensagens vazadas pelo site The Intercept Brasil entregou seus celulares para a perícia da Polícia Federal.
Sputnik

A Investigação policial apura o caso que envolve procuradores do Ministério Público Federal (MPF), como Deltan Dallagnol e Laura Tessler, além de desembargadores e juízes.

A informação de que os procuradores ainda não entregaram seus celulares foi publicada na coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo a publicação do colunista nesta quarta-feira (3), o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a juíza Gabriela Hardt e o desembargador Abel Gomes do Tribunal Regional da 2ª Região (TRF-2), são exceções e já entregaram seus celulares.

Revelada no dia 9 de junho, a série de reportagens do site The Intercept Brasil mostra Sergio Moro e Deltan Dallagnol em conversas que indicam conluio entre a procuradoria e o então juiz da Lava Jato.
Além, deles, as conversas entre os procuradores do MPF mostram desconfiança sobre a atuação de Sergio Moro na condução dos julgamentos.

No sábado (29), o jornal Correio Braziliense publicou que um procurador do MPF confirmou a veracidade de parte das mensagens vazadas.

A investigação movida pela Polícia Federal tenta entender como as mensagens foram obtidas.

Na terça-feira (2), o site revelou a Polícia Federal, subordinada a Sergio Moro, estaria investigando também as transações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, um dos responsáveis pelas revelações do site The Intercept Brasil.

Diversos jornalistas e organizações chamaram a ação de abusiva e intimidadora. A Fundação Internacional de Liberdade de Imprensa foi uma das que veio a público comentar o assunto, dizendo que o governo brasileiro deve parar as investigações contra o jornalista imediatamente, pois elas se tratam de um ataque contra a liberdade nor jornalismo.

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