"Esperamos que, com nossa decisão [de dissolver a legislatura peruana] e com a eleição para o congresso iniciada em 26 de janeiro, possamos superar esse estágio de confronto e todos possamos colocar nossos esforços no que é realmente importante, o desenvolvimento sustentável de todos os peruanos", declarou Vizcarra durante o I Congresso Empresarial da Amazônia do Peru.
Na segunda-feira (30), o presidente Martín Vizcarra dissolveu o parlamento peruano depois que os parlamentares boicotaram suas intenções de mudar o procedimento através do qual os juízes são nomeados para o Tribunal Constitucional, a principal instituição que regula as disputas entre os poderes Executivo e Legislativo.
O impasse envolve também a intenção do Congresso de eleger vários novos juízes para o tribunal que eram aliados de Keiko Fujimori, a presidente do Congresso - atualmente presa e filha do ex-presidente, Alberto Fujimori. Keiko é acusada de corrupção em larga escala.
Vizcarra interpretou as intenções dos parlamentares como uma moção de desconfiança, dissolvendo o parlamento em seguida, que respondeu declarando-o temporariamente inapto para governar e nomeando o vice-presidente Mercedes Araoz como chefe de estado em exercício.
Araoz, no entanto, anunciou sua renúncia depois que os militares e a polícia peruanos prometeram sua lealdade a Vizcarra.
Na terça-feira (1º), o Júri Nacional de Eleições, um órgão autônomo que supervisiona o processo eleitoral do país, cancelou o pedido de Vizcarra para uma nova eleição para o Congresso da República do Peru.