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São Paulo e Bolsonaro fecham acordo e Campo de Marte será da Aeronáutica

Aviões estacionados no aeroporto do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, chegou a um acordo com o presidente Jair Bolsonaro para extinguir a dívida da cidade com a União em troca da cessão do Campo de Marte à Aeronáutica.
Sputnik
Após décadas de um imbróglio jurídico, as partes se reuniram nesta quarta-feira (15), no pavilhão de autoridades do aeroporto de Congonhas, para acertar os últimos detalhes da negociação.
O prefeito de São Paulo celebrou a liberação de R$ 3 bilhões por ano do orçamento municipal para alocar em investimentos. Pela proposta acordada, o terreno passa em definitivo para o governo federal, em troca da extinção da dívida de R$ 25 bilhões do município.
Jair Bolsonaro participa de cerimônia de lançamento da pedra fundamental de colégio militar em Campo de Marte, em São Paulo
Jair Bolsonaro participa de cerimônia de lançamento da pedra fundamental de colégio militar em Campo de Marte, em São Paulo. Foto de arquivo
A contenda jurídica começou em 1932, quando o então governo de Getúlio Vargas tomou posse do local durante a Revolução Constitucionalista. Com o fim da Era Vargas, o município passou a reivindicar a devolução do espaço.
Em 2008, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça determinou que terreno é da prefeitura de São Paulo, que passou a pedir indenização pelo uso não autorizado.
Desde 2021, com a chegada de Bruno Covas, a prefeitura paulista negocia o abatimento total ou parcial de suas dívidas com a União a partir de uma indenização pelo uso do Campo de Marte.
Segundo publicação do jornal Estado de São Paulo, é importante frisar que o acordo firmado nesta quarta-feira (15) precisará ser chancelado pela Câmara de São Paulo e pelo Supremo Tribunal Federal.
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