A declaração de Karchaa ocorreu durante entrevista à emissora russa Canal Um.
"Um desastre nuclear pode acontecer. Um reator nuclear está funcionando, sua fonte de alimentação para por causa do bombardeio [...]. Como um reator poderia ser resfriado? Não resfriá-lo poderia levar ao superaquecimento do reator, e então poderia resultar em um desastre", disse o conselheiro durante a entrevista.
No domingo (20), o Ministério da Defesa da Rússia disse que tropas ucranianas submeteram a central nuclear de Zaporozhie a ataques maciços de artilharia, danificando instalações estratégicas ao realizar bombardeios com munição de calibre 155 — cujo fornecimento é atribuído à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Esse foi o primeiro bombardeio dessa magnitude à usina desde o final de setembro.
Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), durante visita à usina nuclear de Zaporozhie, perto de Energodar, na Ucrânia, em 1º de setembro de 2022
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/ Uma equipe de especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) examinou os danos e, embora tenham confirmado uma escala "generalizada" dos ataques, disse que não foram encontradas ameaças imediatas à segurança nuclear da instalação. Apesar disso, o chefe da agência, Rafael Grossi, disse que "intensificou as consultas" sobre a criação de uma zona de proteção ao redor da usina.
A central nuclear de Zaporozhie é a maior central nuclear da Europa em número de unidades e produção. Durante a operação militar russa na Ucrânia, a central nuclear passou ao controle das forças de Moscou. Desde então, a usina foi bombardeada diversas vezes, sendo que Rússia e Ucrânia trocam acusações pelos ataques.