"Temos solução, e as instituições precisarão demonstrar mais do que nunca seu vigor democrático e republicano, punindo exemplarmente não apenas aqueles que destruíram o patrimônio público, mas sobretudo os orquestradores e patrocinadores que estão por trás desses atos. Para isso, o governo terá um enorme desafio de articulação com os Poderes da República, com agentes de segurança do Estado e com os governadores, já que esses atos poderão ter desdobramentos regionalizados, com o objetivo de instalar o caos e a insegurança nacional."
"O sistema de fake news que foi montado, associado ao discurso religioso e conservador, possibilitou amalgamar uma direita extremada que se encontrava dispersa no país. Nesse sentido, o terceiro mandato do governo Lula será o mais difícil de todos, com representações dessas linhagens dentro do Congresso Nacional. Seu governo terá que demonstrar muita habilidade de negociação e também de contenção desses movimentos antidemocráticos no país."
"Esse grupo é minoritário, mas pode ganhar volume se não for repudiado à altura da ameaça que isso representa ao Estado. Essas ações golpistas tendem a permanecer por um período ainda, pois esses grupos foram sendo inflamados ao longo desses quatro anos. Esses atos terroristas foram os mais graves até o momento, mas não podemos deixar de recordar as diversas mobilizações que ocorreram nos últimos quatro anos, com pedidos de golpe de Estado e desrespeitando as instituições republicanas, tais como o Legislativo e o Judiciário, com ameaças diretas a seus representantes", diz a especialista.