De acordo com o artigo, os méritos de Wallace, que tem ocupado cargos ministeriais por mais de oito anos, incluindo seu apoio inabalável à Ucrânia com armas, não foram suficientes para que os Estados Unidos aprovassem sua candidatura a secretário-geral da OTAN.
"Isso não vai acontecer", disse Wallace. "Talvez eles queiram um primeiro-ministro", sugeriu.
The Economist refere que a Casa Branca havia aprovado o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, para esse posto, mas ele teria recusado a proposta duas vezes.
Além de Rutte, o artigo nomeia a primeira-ministra da Dinamarca Mette Frederiksen como uma das principais candidaturas, mas, como seu país está longe de atingir a meta da OTAN de gastar 2% do PIB em defesa, é pouco provável que a vejamos como secretária-geral.
"Quem quer que assuma o cargo terá que lidar com 'muitas questões não resolvidas na OTAN'", diz a revista, citando Wallace.
Além disso, o chefe da Defesa britânico avisou que o sucessor de Stoltenberg vai ter de encontrar o equilíbrio entre o desejo do presidente dos EUA, Joe Biden, de envolver a OTAN no confronto entre os Estados Unidos e a China, de um lado, e de outro a posição do presidente francês, Emmanuel Macron, que anteriormente expressou a opinião de que não é preciso expandir a Aliança Atlântica para a Ásia.
A França também enfatizou repetidamente a autonomia estratégica europeia. Neste contexto, Wallace apoiou a opinião do presidente francês de que a OTAN não deve se deslocar para o Pacífico.
"Os franceses têm razão em muitas áreas", diz ele. "A resposta para tudo não é os Estados Unidos em primeiro lugar, quando se trata de compras."