Princípios éticos da IA usada pelos EUA em seus drones de combate são questionados pela mídia

O desenvolvimento por parte dos EUA de um drone de combate operado por inteligência artificial (IA) pode fornecer alguma vantagem em cenários bélicos modernos.
Sputnik
Apesar da vantagem, o uso desta tecnologia em drones levanta importantes preocupações éticas, segundo especialistas citados pela Fox News Digital.
O Laboratório de Investigação da Força Aérea dos EUA está desenvolvendo uma aeronave semelhante a um caça e sem piloto, denominada XQ-58A Valkyrie, capaz de executar missões sem a intervenção humana, graças ao seu sistema de algoritmos de IA.
Algumas das vantagens da aeronave são seu custo relativamente baixo e o fato de que seu uso pode reduzir as perdas humanas nos conflitos.
"A capacidade de utilizar os ativos de maneira mais agressiva sem o custo e o risco de sofrer baixas elevará as capacidades militares", assegurou Christopher Alexander, diretor de análises da empresa de desenvolvimento de tecnologia Pioneer Development Group.
Contudo, o especialista observa que há certos critérios a serem avaliados, como, por exemplo, se seria plausível conceder tamanha autonomia de uma arma letal à IA, principalmente pelo fato de os EUA terem um histórico de críticas e vítimas civis por falhas cometidas por seus drones.
Para o especialista em IA e fundador do Centro de Preparação Avançada e Simulação de Respostas às Ameaças, é necessário maior desenvolvimento com relação ao papel e as responsabilidades das aeronaves operadas por IA.
"A chave são quais os objetivos que estabelecemos para a tecnologia [...]. A questão é como equilibrar estes objetivos quando esta tem múltiplas funções", explicou.
O especialista também destacou que é necessário mostrar a esta tecnologia como se comportar em cenários controlados e outros mais complexos, onde será preciso tomar decisões com poucas informações ou ferramentas, como, por exemplo, sem seus sensores ou câmeras.
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