Panorama internacional

Reino Unido começa a usar fuzis antidrone equipados com inteligência artificial, diz mídia

Escopo de fuzil (imagem de arquivo)
As armas foram criadas para atacar drones mesmo em movimento, e pretendem "revolucionar a neutralização de sistemas não tripulados".
Sputnik
O Exército do Reino Unido começou a aplicar uma tecnologia militar que utiliza inteligência artificial (IA) para derrubar drones hostis, informou na sexta-feira (8) o portal The Defense Post.
Em junho de 2023, a Defesa do Reino Unido encomendou centenas de miras inteligentes para armas SmartShooter SMASH por 4,6 milhões de libras britânicas (R$ 29,46 milhões).
A tecnologia usa um software de processamento de imagens habilitado para a IA para reconhecer um alvo, rastrear e prever seus movimentos e fixá-lo, mesmo quando em movimento. A arma usa a filosofia de "um tiro, um acerto".
Inicialmente, ela será montada no fuzil de assalto SA80 A3, que só poderá disparar quando estiver alinhado para acertar. Como diz o portal, a arma deverá "revolucionar a neutralização de sistemas não tripulados".
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Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, o SMASH proporcionará aos soldados em terra uma "alta taxa de probabilidade" de abater alvos.
Os paraquedistas da 16ª Brigada de Assalto Aéreo, em Colchester, Inglaterra, foram os primeiros a receber os SmartShooter SMASH. Eles agora estão passando por um treinamento sobre como usar o sistema de forma eficaz. O suboficial Joe Cooke, que lidera o treinamento da brigada, diz que a única forma de atingir um drone era atirar nele.
"Eles são alvos pequenos e móveis que são muito difíceis de atingir", explicou ele, e acrescentou que o SMASH permitirá até mesmo aos paramédicos e sinalizadores disparar contra drones inimigos "com uma precisão nunca antes alcançada".
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