"O pedido da investigação foi atendido e foi escolhida uma medida preventiva contra Yusufzoda na forma de detenção por um período até 22 de maio", anunciou a juíza Natalia Dudar na decisão.
Segundo as investigações, poucos dias antes do ataque terrorista o réu transferiu dinheiro a um cúmplice "para garantir alojamento aos terroristas".
Yusufzoda se comunicou com o tribunal com o apoio de um intérprete. Cidadão do Tajiquistão, casado e com três filhos, o réu trabalhava extraoficialmente como operário em um canteiro de obras. A maior parte do julgamento ocorreu fechada ao público a pedido do investigador.
Além dele, nove pessoas tiveram prisão preventiva decretada por envolvimento no ataque terrorista, que em 22 de março matou 143 pessoas, segundo o Ministério para Situações de Emergência da Rússia.
Nesse dia, um grupo de homens armados atirou contra uma multidão reunida no salão de concertos do Crocus City Hall, poucos minutos antes do início do show de uma banda de rock. O tiroteio foi seguido de um incêndio que, segundo o Ministério para Situações de Emergência, afetou uma área de quase 13 mil metros quadrados.
Até agora, 13 suspeitos foram detidos na Rússia, incluindo os quatro agressores que abriram fogo contra o público no Crocus City Hall, bem como nove pessoas no Tajiquistão, suspeitas de terem ligações com os autores do ataque.
O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu que o ataque foi obra de islâmicos radicais, mas assumiu que poderia ser um elo em uma cadeia de operações levadas a cabo contra a Rússia desde 2014 "pelas mãos do regime neonazista em Kiev".
Segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, na sigla em russo), após o ataque, os terroristas tentaram fugir em direção à fronteira entre a Rússia e a Ucrânia. No entanto, a Ucrânia negou categoricamente qualquer envolvimento no ataque.
O ataque ao salão de concertos é o mais mortal na Rússia em quase 20 anos.