"Suas famílias foram notificadas e seus nomes serão liberados para publicação posterior. O incidente está sendo examinado. As FDI [Folhas de Defesa de Israel] compartilham a dor das famílias enlutadas e continuarão a acompanhá-las", disseram as Forças Armadas em sua conta no Telegram.
Além dos quatro mortos, outros 67 militares ficaram feridos como decorrência do ataque de drone feito pelo Hezbollah. O número não foi divulgado oficialmente pelo governo, mas foi amplamente difundido pelo rádio oficial do Exército e pelas mídias locais.
A organização libanesa prometeu intensificar os ataques se os bombardeios ao Líbano e a Gaza não cessarem.
Na noite de domingo, dois drones foram avistados entrando em Israel pelo Líbano. Apenas um foi interceptado pelos militares israelenses, com o outro conseguindo se evadir e seguindo seu trajeto até a base militar de Wadi Ara, utilizada pela Brigada Golani.
A Brigada Golani é uma das cinco brigadas de infantaria do Exército israelense, sendo uma das mais condecoradas de todas as Forças Armadas.
Associada ao comando do Norte, a Brigada Golani esteve envolvida em todas as principais guerras das quais Israel participou, desde a crise do canal de Suez, da Guerra dos Seis Dias, Guerra do Yom Kippur e das Guerras do Líbano de 1982 e 2005.
Segundo imagens do ataque, o drone teria se aproximado do refeitório do acampamento, onde lançou um míssil para depois entrar e autoexplodir, causando mais danos.
Antes do incidente, nenhum alarme de ataque aéreo disparou na região. A falha está sendo examinada pelas FDI. De acordo com o Hezbollah, dezenas de mísseis foram disparados contra vários alvos nas áreas de Nahariya e Akka com o objetivo de ocupar os sistemas de defesa aérea israelenses.
Pelo menos 110 militares israelenses foram incapacitados como resultado do conjunto de ações do Hezbollah neste domingo, afirmou o movimento xiita libanês.
Por outro lado, o Ministério da Saúde do Líbano informou que 51 pessoas morreram em decorrência de ataques aéreos israelenses no sábado (12) e outras 174 ficaram feridas. Ao todo, são 2.306 libaneses mortos e 10.698 feridos desde outubro do ano passado, diz a pasta.
Na Faixa de Gaza, cerca de 300 palestinos morreram nos últimos oito dias em um certo no norte da região. Ao todo, 42.227 palestinos morreram no enclave desde outubro de 2023. Na Cisjordânia já são mais de 750 mortos.