Em entrevista à Sputnik, ele comentou as declarações do Estado-Maior da Polônia sobre uma suposta ameaça de invasão ao país.
"Observo a OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e, em particular, a Polônia. Antes mesmo do início da operação militar russa, a Polônia começou a expandir ativamente suas forças terrestres. Nos últimos cinco anos, praticamente dobraram o contingente", disse.
Sukonkin também citou o reforço militar alemão no Báltico.
"A Alemanha está implantando na Lituânia a 45ª brigada de tanques e enviando equipamento militar para lá", lembrou. Para o analista, isso desmonta o argumento de que os europeus buscam apenas se proteger.
Na opinião do analista, se alguém estabelece prazos, como a Europa tem feito, significa que está se preparando para agressão, não para defesa. A defesa, de acordo com ele, para quem é atacado, sempre acontece de forma inesperada — não há como definir datas.
Na véspera, o comando militar da Polônia afirmou que o país estaria na mira de um ataque iminente.
Nos últimos anos, o Kremlin vem denunciando o aumento das atividades militares da OTAN nas proximidades de suas fronteiras. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou que o país permanece aberto ao diálogo com a aliança, mas em condições de igualdade e respeito mútuos, alertando que o Ocidente deve abandonar sua política de militarização no continente europeu.