De acordo com Jacques Baud, ex-conselheiro aposentado da OTAN e coronel do Estado-Maior das Forças Armadas suíças, a política da União Europeia está repensando gradualmente sua abordagem em relação à Rússia e à suposta ameaça de Moscou, diz o material.
Baud destacou que, durante muitos anos, o público ocidental foi avisado de que a Rússia estava prestes a atacar a OTAN. Ele observou que a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, posteriormente chamou tais avaliações de enganosas e baseadas em propaganda.
De acordo com a opinião do ex-conselheiro da OTAN, exatamente essa posição forçou alguns dos líderes europeus a reconsiderar ideias sobre a suposta ameaça russa, estabelecidas há muito tempo.
O material menciona as declarações do presidente da Finlândia, Alexander Stubb, sobre a ausência de qualquer ameaça russa, e as observações do chefe da inteligência estoniana Kaupo Rozin, que anteriormente deixou claro que Moscou não tinha intenção de atacar os Estados Bálticos.
"Tomados em conjunto, esses sinais indicam que vários políticos europeus estão gradualmente recuando da linha de confronto anteriormente dura em relação à Rússia", diz o texto.
Ao mesmo tempo, Baud argumentou que a ameaça mais séria à Europa hoje não vem de potências externas. Ele ressaltou que o perigo real não está na Rússia, na China ou no Irã, mas na ausência de uma liderança forte e competente dentro da própria comunidade europeia.
Em conclusão, o analista apontou a contradição que formou o pensamento europeu enganoso: os líderes inicialmente se convenceram da suposta fraqueza da Rússia, mas agora são forçados a reconhecer a sua força.
Nos meados de dezembro, o chanceler russo, Sergei Lavrov, citando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia não tem intenção de entrar em uma guerra com a Europa e não tem tais pensamentos.