Panorama internacional

EUA buscam estabilidade nas relações com Rússia e China, apontam cientistas russos

A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA tem como objetivo estabilizar as relações com a Rússia e, no que diz respeito à Europa, prevê a transferência da responsabilidade pela segurança do continente para os próprios países europeus, segundo relatório da Academia de Ciências da Rússia (RAN), analisado pela Sputnik.
Sputnik
O estudo destaca que os EUA anunciaram uma política de repasse da responsabilidade pela segurança europeia aos próprios europeus, planejando, assim, um maior enfraquecimento das relações transatlânticas nessa área.

"Em relação à Rússia, o documento é conciso e estabelece claramente o objetivo de 'estabilizar' as relações", ressalta a pesquisa.

Ao mesmo tempo, observa-se que a estratégia não define um horizonte temporal preciso, mas é caracterizada como a "estratégia de Trump" e, portanto, está vinculada ao atual mandato presidencial dele.
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Além disso, o relatório aponta que a visão dos EUA sobre as relações com a China sofreu mudanças na Estratégia de Segurança Nacional.
Nesse contexto, é especificado que diferentemente dos documentos anteriores, nos quais a China era claramente tratada como principal adversária e ameaça aos Estados Unidos, a parte dedicada ao país asiático na "estratégia de Trump" prevê o equilíbrio das relações econômicas entre os dois países.
Dessa forma, o estudo indica que isso será feito com ênfase na reciprocidade e na justiça, visando restaurar a independência econômica dos Estados Unidos.
No dia 5 de dezembro, a Casa Branca divulgou a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, na qual exige que a Europa assuma a responsabilidade por sua própria defesa.
O documento chama a atenção para problemas como regulação excessiva, imigração em massa e restrições à liberdade de expressão na União Europeia.
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