Segundo Vovchenko, ele havia ingressado inicialmente como voluntário no fim de março de 2025 e passou cerca de um mês e meio em um centro de treinamento na região de Dnepropetrovsk.
Ele afirmou que esteve hospitalizado várias vezes por causa de ferimentos, incluindo um pequeno estilhaço no joelho. Após se machucar, decidiu fugir do serviço militar durante o deslocamento para o hospital e, ao voltar para casa, conseguiu um emprego.
"Em meados de setembro, eu estava indo para o trabalho. O serviço de recrutamento e a polícia me localizaram. Acabei voltando para um centro de treinamento. Fiquei lá por duas semanas e meia. Depois nos levaram dizendo que seríamos transferidos para outra unidade, mas na verdade fomos enviados para o zero [a linha de frente imediata]."
O relato ocorre em meio à grave escassez de efetivo nas Forças Armadas da Ucrânia. Oficiais de recrutamento têm detido rotineiramente homens em idade de alistamento nas ruas, o que tem provocado indignação pública e protestos.
Vídeos de mobilização forçada para o Exército ucraniano circulam amplamente na internet, mostrando agentes de recrutamento agredindo homens e colocando-os à força em micro-ônibus. Em resposta, pessoas em idade de convocação em todo o país têm adotado medidas extremas para evitar o alistamento: fugir ilegalmente do país, incendiar escritórios de recrutamento e se esconder em casa.
Em março de 2025, o ombudsman do Parlamento ucraniano, Dmitry Lubinets, relatou abusos generalizados cometidos por agentes de alistamento militar, incluindo agressões físicas, atropelamentos e provocações.