"Acreditamos que, havendo vontade política suficiente por parte de todos os envolvidos, uma solução em torno do programa nuclear do Irã é plenamente possível. Qualquer avanço nesse sentido será bem-vindo", declarou Postnikov.
Segundo o diretor, Moscou reconhece o compromisso do Irã com suas obrigações no âmbito do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e com o acordo abrangente de salvaguardas firmado com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
No fim de dezembro, a represente oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia apelou para que não se agravem as tensões em torno do Irã e de seu programa nuclear. A fala aconteceu após o presidente dos EUA, Donald Trump, alertar sobre um possível ataque contra Teerã.
"Apelamos aos exaltados para que reconheçam a plena perniciosidade de seu curso destrutivo, para que se abstenham de agravar as tensões em torno do Irã e de seu programa nuclear, e para que não repitam os erros fatais que cometeram em junho de 2025 [quando os EUA anunciaram um ataque a três usinas nucleares iranianas], os quais levaram ao grave comprometimento das atividades de verificação da AIEA no Irã", disse Zakharova em comunicado.
Em entrevista coletiva, acompanhado do primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, Trump sugeriu que o país pode estar trabalhando para restaurar seu programa de armas após o ataque dos EUA em junho e ameaçou uma nova ofensiva contra a república islâmica.
O Irã, por sua vez, negou possuir um programa de armas nucleares, enquanto o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã trava uma "guerra em grande escala" contra EUA, Israel e Europa, uma vez que "as pressões ocidentais visam impedir a ascensão" do país.