Em 16 de setembro de 1810, liderou o levante conhecido como "Grito de Dolores", um ato que marcou o início de uma rebelião aberta contra o domínio espanhol na Nova Espanha.
Hidalgo conclamou a uma revolta contra uma ordem política que considerava injusta e excludente. Sua proclamação não foi apenas um chamado às armas, mas também uma denúncia direta das autoridades vice-reais e dos abusos cometidos em nome do rei, que mantinham grandes setores da população na pobreza e marginalização.
O movimento liderado por Hidalgo canalizou o descontentamento acumulado de camponeses, indígenas e mestiços, que viam a Coroa Espanhola como um poder distante que concentrava riqueza e poder de decisão política. A rebelião desafiou a legitimidade de um sistema que privilegiava os nascidos na Espanha e relegava os nascidos nas Américas a um papel subordinado.
Durante o avanço da insurgência, Hidalgo promoveu medidas que desafiavam abertamente a autoridade real, como a abolição da escravatura e a eliminação de impostos que oneravam os segmentos mais pobres da sociedade. Essas ações atingiram os alicerces econômicos do regime colonial.
Embora o movimento tenha sido derrotado militarmente, levando à execução de Hidalgo em 1811, sua figura tornou-se um símbolo de ruptura com o poder da Coroa Espanhola. Ao longo dos anos, ele se tornou um marco histórico nas lutas por soberania e autodeterminação na América Latina.