Notícias do Brasil

Indústrias da soja abandonam acordo de desmatamento na Amazônia

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou nesta segunda-feira (5) o fim de um acordo voluntário de 2006 de empresas do setor de não comercializar soja proveniente de áreas da Amazônia desmatadas a partir de 2008.
Sputnik
As empresas representadas pela entidade são do setor de processamento, industrialização e comércio de soja. Alcunhada de Moratória da Soja, o acordo tem o apoio do governo federal e de organizações da sociedade civil e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) permanece comprometida com a não comercialização da soja nessas áreas.
Recentemente, entrou em vigor uma lei no Mato Grosso que veta o acesso a benefícios fiscais em favor de empresas signatárias de acordos comerciais com compromissos ambientais além do que manda a legislação ambiental.
A lei, no entanto, é contestada por uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) movida por partidos políticos no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve sua validade suspensa ao longo dos últimos meses, por força de uma liminar, que perdeu a validade no último dia 31 de dezembro.
Advocacia Geral da União (AGU) entrou com pedido de prorrogação da suspensão da norma estadual ao STF.
Panorama internacional
Brasil se torna maior exportador de soja para a China e desbanca EUA em meio à guerra comercial
O cumprimento do acordo tem sido acompanhado de perto por entidades ambientalistas, por meio do monitoramento via satélite.
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) estima que, com o fim da Moratória da Soja, o desmatamento na Amazônia pode aumentar em até 30% até 2045, com impacto direto sobre as metas climáticas brasileiras, conhecidas como NDCs, e metas de desmatamento. A reportagem pediu e aguarda manifestação da Abiove sobre a decisão de abandonar a Moratória da Soja, para atualização da matéria.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Comentar