"Foi realizada a assinatura dos contratos da concessão de 741 quilômetros", informou a pasta em um comunicado.
A exploração, administração e manutenção do chamado trecho oriental foi concedida à empresa Autovía Construcciones y Servicios, enquanto um consórcio de companhias ficará responsável pelo denominado trecho de conexão.
As rodovias que integram esta primeira etapa da Rede Federal de Concessões atravessam as províncias de Buenos Aires (leste), Entre Ríos (leste), Santa Fe (centro-leste) e Corrientes (nordeste), e são consideradas fundamentais para as exportações e a integração com o Brasil e o Uruguai.
"O novo sistema não contará com nenhum subsídio por parte do setor público, que até o momento realizava aportes para sustentar um esquema de concessão deficitário e que não oferecia benefícios reais aos usuários", afirmou a atual gestão.
O Ministério da Economia licitou, em novembro, dois novos trechos de rodovias que abrangem, ao todo, 1.800 quilômetros.
"O Governo avança com a segunda etapa da rede federal de concessões", informou na quinta-feira o chefe de gabinete, Manuel Adorni, que também exerce a função de porta-voz presidencial.
O governo argentino anunciou que pretende privatizar mais de 9 mil quilômetros de rodovias, com o objetivo de melhorar a infraestrutura viária sem subsídios e com investimento privado.
A atual administração iniciou em setembro o processo de privatização da Corredores Viales, uma empresa estatal que administra quase 6 mil quilômetros de vias expressas e rodovias nacionais em 13 das 24 jurisdições do país.
O presidente Javier Milei, que desde que assumiu em dezembro de 2023 paralisou todo o investimento público em infraestrutura, já promoveu a privatização de nove empresas sob controle do Estado, com a promulgação de uma lei aprovada pelo Congresso em junho de 2024.