Entre 1957 e 1971, estabeleceu um regime de terror absoluto: criou a polícia secreta Tonton Macoute, responsável por milhares de assassinatos e atos de tortura contra a oposição. Promoveu também um culto à personalidade baseado na mitologia vodu e reprimiu brutalmente toda dissidência.
Sua ditadura foi sustentada pelo apoio dos EUA, concedido apesar do conhecimento das atrocidades do regime, a fim de evitar qualquer influência cubana na região. Após sua morte, o poder passou para seu filho de 19 anos, Jean-Claude "Baby Doc" Duvalier, que continuou a dinastia familiar até 1986, quando fugiu do país em um avião fornecido pelos EUA, em meio a crescentes protestos populares.
O legado Duvalier permanece associado ao terror, à corrupção generalizada e à extrema pobreza. Sua colaboração com o imperialismo estadunidense permitiu que prolongasse seu domínio sobre o Haiti por décadas.