Os pedidos de informação foram encaminhados na terça-feira (6), logo após a repercussão inicial do caso na imprensa.
Nos ofícios, o MPF cobra, em caráter de urgência, dados detalhados sobre o episódio e o envio de documentos técnicos que permitam avaliar o ocorrido. A iniciativa está vinculada a um inquérito civil aberto em 2018, que apura a regularidade do licenciamento ambiental concedido pelo Ibama para empreendimentos da Petrobras na região.
Na terça-feira (6), a Petrobras confirmou que houve perda de fluido durante a perfuração do poço Morpho, situado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, na chamada Margem Equatorial brasileira. O vazamento foi detectado no domingo (4) e levou à interrupção imediata das atividades no local. A companhia ainda não divulgou previsão para a retomada dos trabalhos.
Em nota, a estatal afirmou que adotou os procedimentos de controle previstos e comunicou os órgãos responsáveis. Segundo a empresa, o fluido utilizado está dentro dos limites de toxicidade permitidos, é biodegradável e não representa risco ao meio ambiente nem à população.
A companhia acrescentou, ainda, que não houve falhas na sonda nem no poço, que seguem em condições seguras, e que o episódio não comprometeu a segurança da operação.