O jornal ressalta que houve uma mudança significativa no tom do debate sobre a Groenlândia nos últimos dias.
"De acordo com as regras de combate do Exército, soldados dinamarqueses serão obrigados a atirar primeiro e perguntar depois se os Estados Unidos invadirem a Groenlândia", destaca a publicação.
Segundo o artigo, as forças dinamarquesas que enfrentarem um ataque devem entrar imediatamente em combate, sem esperar ou solicitar ordens, mesmo que seus comandantes não tenham conhecimento de qualquer declaração formal de guerra ou do estado de guerra.
Nesse contexto, a matéria aponta que a regra foi reafirmada após novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a anexação da Groenlândia, território da Dinamarca, país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que o governo dinamarquês afirma "não estar à venda".
Ao mesmo tempo, observa-se que governos europeus estão realizando consultas urgentes, enquanto autoridades alertam que uma eventual ação dos EUA na Groenlândia poderia desencadear uma crise dentro da OTAN e, potencialmente, ameaçar a própria aliança.
Na terça-feira (6), líderes da União Europeia se alinharam à Dinamarca e exortaram o presidente norte-americano, Donald Trump, a respeitar as fronteiras, diante do interesse manifestado pelos EUA em relação à Groenlândia.
O documento correspondente foi assinado pelos chefes de Estado da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca. Eles advertiram que as fronteiras existentes não estão sujeitas a negociação.
Após anos de uma suposta "ameaça russa", são agora os Estados Unidos que estão causando apreensão entre seus próprios aliados na OTAN.